*Telassim Fernandes Carvalho Lewandowski
Em pouco menos de 24h, do mês de janeiro de 2026, três pessoas me perguntaram se o “Chat GPT” e a “IA” estavam ameaçando minha profissão. Fiquei instigada a escrever. Como licenciada e pós-graduada em Letras e Literatura Brasileira, há mais de dez anos, fui criada por uma avó materna (já falecida) e minha mãe (aposentada), ambas das letras. Leio desde que me conheço por gente, estudei muito e sou escritora, além de professora.
Como uma boa leitora e uma professora de Produção Textual dedicada, consigo, já na primeira linha da escrita de um aluno ou aluna, identificar se foi ele ou ela quem o escreveu. A prática e a dedicação à leitura nesses anos todos, a informação das principais notícias, seja do Mundo, dos nossos Municípios, do nosso Estado ou País, mantém nossa chama crítica acessa. Inclusive, sempre devemos manter a informação em dia com o que acontece ao nosso redor. Quando aprendemos a prática da escrita, conseguimos identificar quem escreveu “tal” artigo, mesmo sem estar assinado.
Nossa profissão nos permite identificar o que vem do pensamento, da pesquisa, do exercício para melhorar, de um texto robotizado, ora bolas! Não somos incompetentes, desnecessários e desleixados, estudamos e lemos muito. Usamos a “IA”, particularmente uso, sim, ela me traz precisão de dados ou indicadores dos quais preciso atualizar.
Então, respondo, que pensei por um tempo sobre isso, SIGO ACREDITANDO na minha missão, como escritora, educadora, educanda, o fazer pensar e seguir crítica, com opinião sobre o que acontece desde a nossa bolha quanto ao Mundo, e através de tudo isso, eu tenho certeza, não vai tornar minha profissão obsoleta.
*Licenciada em Letras e Literatura
Escritora
Leitora de livros e do Mundo















2 Respostas
Ótima reflexão, muito necessária nos dias atuais
Muito obrigada!