Prefeitura de Canoas decreta situação de emergência em decorrência do temporal desta semana

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Depois de mais uma ocorrência de chuva intensa e ventania que causou danos a cerca de 300 residências na última segunda-feira (31), o prefeito de Canoas Airton Souza assinou, nesta quinta-feira (3), o decreto que declara situação de emergência nas áreas afetadas pelo evento climático. Foi registrado um acumulado de chuva superior a 78 mm em curto período de tempo e rajadas de ventos que chegaram a 100 Km/h.

O Decreto Nº89 levou em consideração danos como queda de árvores e de postes, além de prejuízos generalizados na rede elétrica, prédios públicos e privados. “É uma ação importante para que a cidade consiga recursos que ajudarão centenas de famílias afetadas pelo temporal”, explica o prefeito Airton Souza. Em consequência do temporal, os efeitos ambientais, materiais, sociais e econômicos serão relatados no Formulário de Informações do Desastre (FIDE), quando forem apurados todos os danos.
A sugestão para o decreto de emergência partiu do secretário municipal de Defesa Civil e Resiliência Climática, Vanderlei Marcos. “Basta circular pela cidade para verificarmos os danos no município, nas escolas, postos de saúde e residências das pessoas. Muitos que sofreram agora estavam reconstruindo suas casas devido às enchentes do ano passado”, comentou.

O governo municipal buscará, a partir da publicação do decreto, nesta quinta-feira (3), o reconhecimento por parte das administrações estadual e federal. “Nossa cidade ainda está se recuperando da tragédia de maio passado e este temporal causou novos custos. Vamos buscar recursos para reestabelecimento e para que a população de Canoas tenha acesso a programas estaduais e nacionais destinados aos afetados do temporal”, reitera o secretário, que começa a trabalhar nesta sexta-feira (4) em reuniões em busca do reconhecimento da situação de emergência.

Cerca de 120 mil pessoas foram afetadas por falta de energia elétrica ou abastecimento de água em Canoas e cerca de 1.200 pessoas que tiveram suas casas danificadas. Após a publicação do decreto, o documento terá validade de até 180 dias.

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Equipes atuam em força-tarefa nas três escolas com aulas suspensas após estragos do temporal

A força-tarefa das obras nas três escolas municipais remanescentes que ainda não conseguiram retomar às aulas, devido à gravidade dos estragos do temporal de segunda-feira (31), segue avançando ao longo da semana. As equipes de trabalho a serviço da SME estão concentradas nas últimas unidades de ensino, ainda impossibilitadas de receber os alunos em segurança. A incidência de chuva na quarta-feira (2) interferiu no andamento do cronograma nas EMEIs Carrossel e Vó Picucha, e na EMEF Max Oderich. Agora, a volta dos atendimentos nessas instituições está prevista para essa segunda-feira (7).

Após a incidência de fortes rajadas de vento e chuva durante o temporal na tarde da última segunda (31), um total de 35 escolas da rede municipal de ensino tiveram algum tipo de prejuízo. Deste total, 13 não estavam aptas a receber alunos, na manhã de terça-feira (1º), devido às situações de destelhamento, danos estruturais e até mesmo falta de energia elétrica. Já no período da tarde de terça, graças a uma rápida resposta da SME, esse número de unidades já havia caído para apenas três. “Nossa equipe está indo de escola a escola acompanhando todo o passo a passo das obras de reparos. Não estamos medindo esforços para que os nossos alunos possam voltar as essas escolas em segurança”, afirma o diretor de infraestrutura da Secretaria Municipal da Educação de Canoas, Fernando  Gluszczak.

“Aqui na EMEI Carrossel, a queda de uma árvore de grande porte na lateral da escola atingiu uma parte do telhado e afetou a nossa rede elétrica. Houve o corte e a remoção da árvore e as equipes estão fazendo a instalação de um novo poste de energia para posterior ligação por parte da companhia de energia”, disse a diretora Graziela Machado. A EMEI Carrossel fica no bairro Igara e atende 94 crianças na educação infantil.

No bairro Harmonia, a EMEI Vó Picucha foi afetada por eventos climáticos extremos (dois temporais e uma enchente) pela terceira vez em questão de dois anos. Na segunda-feira (31), as telhas da área coberta da brinquedoteca foram arrancadas pela força dos ventos. A intensidade das rajadas também resultou em danos significados na EMEF Max Oderich, que fica no mesmo bairro, e que teve o telhado e a parte de uma parede comprometidos.

Trabalhos sendo realizados na brinquedoteca da EMEI Vó Picucha

Trecho do telhado atingido pela queda de árvore na EMEI Carrossel

Uma Resposta

  1. Estamos vivendo a mudança climática. Os reparos que deveriam já estar concluídos ,alguns estão no início outros não foram iniciados,Muita burocracia ,pra quem perdeu tudo ! A ajuda não chega na maioria das famílias.Estamos vivendo em meio a insegurança. Não sei o que vai ser das nossas vidas.Não vejo no horizonte um futuro que nós proporcione o básico, moradia segura ,saúde educação

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