Simers denuncia e Prefeitura esclarece sobre o fato de que médicos estariam sendo demitidos por represálias

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Recebemos a informação sobre os médicos do Hospital Universitário que estavam sem receber e restringindo os atendimentos estão sendo desligados do hospital como represálias pelo movimento apoiado pelo Simers, Sindicato Médico do Rio Grande Sul. Porém, a Prefeitura de Canoas emitiu nota sobre o assunto e nega represálias.

O QUE DIZ O SIMERS

Canoas: Médicos que estavam com restrição nos atendimentos do Hospital Universitário sofrem represália e são desligados do serviço

Restrições nos atendimentos eletivos acontecia em função de atrasos nas remunerações desde novembro de 2024

Os médicos que estavam com os atendimentos eletivos restritos em função de atrasos nas remunerações, desde novembro de 2024, estão sendo desligados do Hospital Universitário de Canoas. A decisão acontece depois dos profissionais terem dado um voto de confiança ao prefeito Airton Souza, que prometeu os pagamentos no dia 15 de fevereiro. Dos 23 profissionais hospitalistas que aderiram ao movimento de restrição, cerca de uma dezena não tiveram seus contratos renovados.

O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, considerou a decisão como uma represália ao movimento dos profissionais. “É importante que seja dito que os médicos que estão sendo afastados hoje são médicos que, em primeiro lugar, não deixaram de trabalhar, eles fizeram uma restrição de atendimento que foi autorizada pelo Conselho Regional de Medicina, cumprindo o Código de Ética Médica na busca pelo pagamento pelo trabalho executado”, enfatiza.

Conforme Matias, os profissionais afastados não podem ser substituídos por outros médicos, sob risco de responsabilização pelo Cremers. “É fundamental que seja dito que o que o código de ética dos médicos prevê que médicos que substituírem médicos afastados na busca de condições éticas de trabalho, podem ser responsabilizados no Conselho Regional de Medicina. Então eu direi publicamente que, dependendo do que acontecer daqui para frente, isso talvez tenha que ser discutido no CRM”, destaca.

A diretora da Região Metropolitana do Simers, Alessandra Felicetti, classifica o ocorrido como um grave ataque à categoria, pois além de estarem com os vencimentos atrasados, estão penalizados por terem aderido ao movimento que buscava a regularização dos pagamentos. “É inadmissível que os profissionais que não deixaram de trabalhar sejam punidos por buscarem receber seus vencimentos, direito de qualquer trabalhador, sejam eles celetistas ou pessoas jurídicas”, revela.

Fim da restrição

Na noite da última terça-feira, 4, os médicos que estavam com atendimentos eletivos restritos no Hospital Universitário (HU) de Canoas, definiram em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) por encerrar o movimento e dar um voto de confiança ao prefeito Airton Souza, que prometeu em entrevista à imprensa, que os pagamentos atrasados de novembro serão feitos até o dia 15 de fevereiro e que a dívida relativa a dezembro será quitada até 15 de março.

O presidente do Simers, Marcelo Matias, comandou a assembleia, que condicionou o aceite da proposta ao pagamento dos meses vigentes, evitando que o atraso de 60 dias se torne regra.

VEJA A NOTA DA PREFEITURA

Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, informa que três médicos contratados em regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foram desligados do Hospital Universitário de Canoas (HU) nesta quarta-feira (5) pela Associação Saúde em Movimento (ASM) após o encerramento de seus contratos de experiência. O HU também descontinuou os contratos de seis Pessoas Jurídicas (PJ). A decisão segue o padrão de operação da empresa que assumiu a gestão da instituição em 16 de dezembro de 2024, que analisa indicadores de produtividade e assiduidade, entre outros fatores, ao avaliar o desempenho dos profissionais que prestam serviços nas instituições administradas pela empresa. Os desligamentos e o encerramento dos contratos com as empresas, foram realizados porque os profissionais não atendiam integralmente à demanda de suas posições na instituição. Não há prejuízo para o atendimento dos pacientes e o HU segue atendendo normalmente.

NOTA DO ALDEIA

Novas demissões deverão acontecer, mas de acordo com informações, é uma ação da ASM, empresa que está no comando do HU e se darão por motivos de reajuste na estrutura do hospital.

Uma Resposta

  1. Lamentável isso mais uma vez perde a população o munícipe paga a conta sempre!!! Quem trabalha sem receber?

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