ANÁLISE POLÍTICA | O Efeito Dominó do PSD, de Eduardo Leite a Jairo Jorge em Canoas

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O jornal Zero Hora (edição de hoje, 31 de março de 2026) apresenta um cenário crítico para o governador Eduardo Leite. A manchete “Leite demonstrou que não sabe perder” sintetiza o isolamento do governador após o PSD nacional, liderado por Gilberto Kassab, preterir sua candidatura à presidência em favor de Ronaldo Caiado (GO).

Para o PSD de Canoas, liderado pelo prefeito Jairo Jorge, esse movimento gera um dilema estratégico profundo. Abaixo, analisamos os reflexos dessa mudança e os caminhos possíveis para o partido no município.

Eduardo Leite era a aposta do PSD para romper a polarização nacional. Com a escolha de Caiado — descrito no texto como alguém que “disputa a mesma fatia do eleitorado de Flávio Bolsonaro” —, o PSD nacional faz um movimento claro à direita clássica.

O IMPACTO EM CANOAS

Identidade Política: Jairo Jorge historicamente transita em uma frente ampla, com raízes no centro-esquerda e uma gestão pragmática. Um PSD nacional “caiadista” pode empurrar o partido em Canoas para um campo ideológico mais conservador do que o habitual para a liderança de Jairo Jorge. Aliados de centro e esquerda em Canoas podem se sentir desconfortáveis com o novo alinhamento nacional do PSD.

A coluna aponta que Leite decidiu não renunciar e apostará na “entrega de obras” para manter sua relevância.

Canoas, como um dos maiores PIBs do estado, depende de parcerias com o Centro Administrativo (obras rodoviárias, saúde e segurança). Se Leite focar em entregas para “limpar sua imagem”, Jairo Jorge, que concorre à Assembleia Legislativa, pode se beneficiar politicamente ao garantir que Canoas seja prioridade nesse cronograma de obras de final de mandato.

Diante do isolamento de Leite e da guinada do PSD nacional, Jairo Jorge e o diretório municipal devem escolher alguns caminhos.

Neste cenário atual, Jairo Jorge mantém o PSD de Canoas focado estritamente no Município e no Estado, evitando nacionalizar a discussão. O partido, ao nível local, ignoraria as rusgas entre Leite e Kassab, mantendo o apoio ao governador no RS para garantir recursos, enquanto cumpre as formalidades partidárias com a executiva nacional.

Se o PSD nacional exigir fidelidade total à candidatura de Ronaldo Caiado, Jairo Jorge pode ser forçado a atrair o eleitorado de direita em Canoas. Isso poderia fortalecer sua posição contra adversários locais que utilizam a pauta ideológica, mas corre o risco de fragmentar sua coalizão de “Frente Ampla”.

Considerando que Leite é visto como “vítima de traição” (como cita o texto), e que o PSD gaúcho pode se sentir desprestigiado, não seria estranho um movimento de distanciamento da executiva nacional. Jairo Jorge poderia liderar um movimento onde o PSD-RS atua com independência, quase como um partido regional, focando na sucessão estadual e ignorando o palanque nacional.

A análise da Zero Hora sugere que o PSD tornou-se um “campo minado onde as traições são comuns”. Para Jairo Jorge, o desafio será navegar entre a lealdade a um governador (Leite) que permanece no cargo, mas está politicamente ferido, e uma cúpula partidária nacional (Kassab) que prioriza o avanço sobre o eleitorado de direita.

A sobrevivência do projeto político do PSD em Canoas dependerá da capacidade de Jairo Jorge de transformar a “aposta em entrega de obras” mencionada na coluna em benefícios tangíveis para a cidade, mantendo-se como um mediador capaz de dialogar tanto com o governo estadual quanto com as forças que agora controlam o destino nacional de seu partido.

 

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2 Respostas

  1. Kassab já chutou o Leite e aposto que vai chutar o Jairo Jorge inelegível tb.
    Um partido com tanta força política não deve apostar as fichas em quem vai tentar uma liminar para concorrer e que, caso ganhasse, faria do seu mandato um vai e vem eterno, com vários afastamentos do cargo, como foi enquanto Prefeito, pelas determinações da Justiça frente as acusações com provas graves e sérias de liderar organização criminosa para desvias mais de sessenta milhões da nossa saúde.
    Pergunta que não quer calar: o Desembargador Relator da Copa Livre continua sentado em cima do processo?
    Esse, sem dúvida alguma, é o processo com provas mais contundentes de corrupção.

    1. Infelizmente e que muito gente elege,estamos com saco de gatos.Onde estão todos abraçados,se um não consegue o companheiro leva ele na carona.Em Canoas tivemos depois do Lagranha,só salafrários.Todos comprometidos com as maracutaias, passando pano e nada avança,para mudar o que está posto.

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