Em Assembleia Geral realizada na tarde desta segunda-feira (27), os profissionais da educação municipal de Canoas decidiram, por ampla maioria, pela continuidade da greve. A categoria rejeitou a proposta encaminhada pela Prefeitura Municipal de Canoas (PMC) na última sexta-feira, alegando que os termos apresentados ainda não atendem aos pilares centrais da pauta de reivindicações.
O Histórico da Mobilização
O movimento paredista, organizado pelo Sinprocan (Sindicato dos Profissionais da Educação Municipal de Canoas), teve início oficial na quarta-feira, 22 de abril. A paralisação foi motivada por meses de diálogos infrutíferos sobre a valorização da categoria e melhorias estruturais na rede de ensino.
Confira a linha do tempo das negociações:
- 15 de abril: A Prefeitura declara a paralisação como “inconstitucional” e ameaça o corte de ponto dos servidores, enquanto o sindicato confirma a disposição para a greve diante da falta de avanços salariais.
- 22 de abril: Início oficial da greve. Cerca de 60% das escolas municipais registram adesão total ou parcial.
- 23 de abril: Primeira assembleia após o início da greve. A categoria rejeita uma proposta inicial da PMC e elabora uma contraproposta detalhada.
- 24 de abril (Sexta-feira): O Executivo encaminha uma nova proposta, que foi o objeto de análise e votação na tarde de hoje.
- 27 de abril (Hoje): Centenas de educadores se reúnem e decidem que a proposta da PMC é insuficiente, mantendo a greve por tempo indeterminado.
O Que os Professores Reivindicam?
O impasse gira em torno de pontos que a categoria considera inegociáveis para a garantia da qualidade do ensino e da dignidade profissional:
A Posição da Prefeitura
A administração municipal tem reiterado que permanece aberta ao diálogo, mas destaca as limitações orçamentárias. Em notas anteriores, a PMC afirmou que a manutenção da greve prejudica cerca de 30 mil alunos e que busca uma “solução responsável” que não comprometa o equilíbrio fiscal do município.
LEIA SOBRE A POSIÇÃO DA PREFEITURA
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Próximos Passos
Com a manutenção da greve, o Sinprocan deve protocolar uma nova rodada de exigências junto ao Paço Municipal. Enquanto não houver um novo aceno do Executivo que contemple as perdas inflacionárias e as demandas por monitores, os portões de dezenas de escolas em Canoas permanecerão fechados ou com atendimento reduzido.
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CPERS manifesta apoio à greve dos professores municipais de Canoas e reforça luta por valorização da categoria
O CPERS Sindicato vem a público manifestar seu apoio à greve das(os) professoras(es) municipais de Canoas, iniciada em 22 de abril de 2026. A mobilização das educadoras e dos educadores expressa uma luta legítima por valorização profissional, melhores condições de trabalho e respeito à educação pública. Defender os direitos da categoria é também defender qual ensino é ofertado à comunidade, pois não há educação de qualidade sem profissionais valorizadas(os), com carreira digna e condições adequadas para o exercício da profissão.
Entre as principais reivindicações da categoria estão a reposição salarial na folha de abril, o pagamento do piso nacional do magistério, um aumento salarial real de 10%, revisão dos planos de carreira e a ampliação do quadro de recursos humanos, com a contratação de monitoras(es) para a inclusão, profissionais para a sala de aula e apoio, auxiliares administrativos, porteiros e guardas.
Mesmo diante da desvalorização, do desrespeito e das tentativas do prefeito Airton Souza (PL) de desmobilizar o movimento — buscando colocar a comunidade contra as trabalhadoras e os trabalhadores da educação e deslegitimar a greve — a categoria mantém-se firme, mobilizada e organizada.
O CPERS reafirma que a valorização da educação exige compromisso dos gestores públicos com políticas que garantam salários justos, o cumprimento do piso nacional, planos de carreira estruturados e investimentos efetivos nas escolas. A greve é um instrumento legítimo diante da ausência de diálogo e de respostas concretas às reivindicações apresentadas.
Neste momento, nos somamos ao Sindicato dos Professores Municipais de Canoas (Sinprocan), às professoras e aos professores municipais, fortalecendo essa luta coletiva. Seguiremos firmes, em unidade, na defesa da educação pública e na garantia de direitos para todas e todos que fazem a escola acontecer.








