“Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada depende de cada um”. (Fernando Sabino)
Estamos de férias no Reino de Não Tão Distante, chegamos aqui em tempo de eleições, onde a baixaria toma conta, político sujo falando do mal lavado.
É um escárnio que só, onde a depreciação por fazer o bem é a tônica. Nesta terra a corrida eleitoral é pelo poder do vil metal, na prática da corrupção e, principalmente, um sujo mostrar que a sujeira maior é a do outro. Não tem santos, até quem diz ser a opção melhor, mesmo que negue, já esteve do lado do rei. Temos também os candidatos lacradores, que dizem ser os melhores, mas também tem em suas hordas concorrentes que já serviram o reino.
O Santo mesmo, pediu demissão, largou a política e foi viver longe de Não Tão Distante.
Estou de férias, tenho minha caixa com um jogo de xadrez, pensei em jogar com alguém. Por aqui, na praça, só existem pombos, tenho medo deles defecarem em minha cabeça se for jogar com eles.
Olho para caixa e, abro, vejo o tabuleiro de xadrez com rei, rainha, bispos, cavalos, torres e peões e penso como seria o jogo político em Não Tão Distante.
Começo a montar as peças e sinto que nesse jogo de xadrez é tudo mais do mesmo. Nada mais é que um jogo político sórdido em Não Tão Distante. Em minhas férias, na ilha da fantasia, diferentes figuras ocupam suas funções no contexto político, refletindo as relações de poder, estratégias e interações entre os fictícios personagens envolvidos.
É importante explorar algumas possibilidades entre as peças do xadrez e as funções políticas no que está ocorrendo em Não Tão Distante.
O Rei é o líder político de um reino em plena decadência, seria como um “chefe de estado”, ele é figura central do jogo, quem derrubar o rei será o novo dono do tabuleiro. Apesar de ter poucos movimentos, o Rei, para manter o poder (reeleição) é o centro das atenções e necessita de proteção, fundamentais, para sua estabilidade e continuidade no jogo político.
A proteção maior vem da rainha, uma figura de muita influência e de um poder histórico e significativo no jogo político. Com ampla liberdade de movimentos, a rainha representa forte liderança, por isso é tão importante no tabuleiro de Não Tão Distante. A Rainha é uma peça chave na trama do xadrez, capaz de mover-se em várias direções e desempenhar múltiplas funções no contexto político.
Temos os bispos, com a força de representar a religiosidade, serem os conselheiros espirituais junto aos peões. São os manipuladores e manipulados, orientados e aconselhados por líderes políticos de ocasião. Os bispos são ótimos “intermediários”, sendo em que reino for, eles fazem movimentos na tomada de decisões políticas de Não Tão Distante. Dependendo do lado que estejam sua função é derrubar o Rei.
Os Cavalos são as figuras políticas ágeis, estrategistas e capazes de realizar movimentos inesperados e surpreendentes no tabuleiro político de Não Tão Distante. Os Cavaleiros políticos podem ser vistos como agentes de mudança, inovação e mobilidade em um sistema político, mas já estiveram juntos ao Rei, agora suas estratégias são de ir o mais longe possível. São figuras que querem pegar preço no placê, que não significa chegar em primeiro ou segundo lugar, o importante é apostar bem.
As Torres representam figuras políticas que atuam como defensores de interesses específicos, influenciando a direção e a estrutura do jogo político que podem ser contra ou a favor do Rei. Simbolizam grupos de interesses, instituições, organizações que exercem poder e influência financeira que pode alavancar a vitória ou derrocada do Rei.
Como podemos perceber, o jogo está posto entre as peças do xadrez e as funções políticas visam ilustrar as dinâmicas, estratégias e relações de poder no jogo político.
Assim como no xadrez, a política envolve movimentos estratégicos, alianças, conflitos e negociações que moldam o cenário político e influenciam o desfecho das decisões e ações dos atores envolvidos.
Só esquecemos de uma coisa, os peões, eles foram esquecidos por serem apenas peças manipuláveis e insignificantes. Indignos em uma guerra de Não Tão Distante, onde a monocracia é exercida por uma só pessoa, o Rei, e os poderes desta são absolutos e irrestritos, sufocando assim a verdadeira democracia.
Os soberanos de Não Tão Distante, só esquecem de uma coisa, após o jogo de xadrez, todas as peças voltam à mesma caixa.
Vou me embora, um pombo acabou de defecar em minha cabeça.
2 Respostas
Bah tu matou a pau agora, não vou dizer quê entendi tudo mas realmente o tabuleiro está posto, acredito quê sei quem é a rainha más não vou arriscar o nome aqui,a princípio acho quê infelizmente o rei vai continuar, AssIm funciona o sistema, nós os bobos da corte perdemos tempo em ir as caixinhas magicas e Muito inteligentes,resolvem pôr si só o quê ha de acontecer,se estiver errada me corrija pôr favor
Falando em cavalos, será que os burros reelegerão o rei que já provou ser incompetente e responde processos criminais com fortes indícios de culpa no cartório?