A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corsan/Aegea realizou, na noite desta quinta-feira (28), mais uma audiência pública para ouvir moradores sobre os serviços prestados pela concessionária em Canoas. O encontro ocorreu no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora do Trabalho, no bairro Niterói, e reuniu vereadores, lideranças comunitárias e moradores da região Sudeste da cidade.
A reunião integra a série de audiências descentralizadas promovidas pela comissão para reunir informações que auxiliem os trabalhos de investigação sobre abastecimento de água, cobrança de tarifas, esgotamento sanitário, atendimento ao consumidor e obras executadas pela empresa no município. Durante a abertura, a CPI reforçou que denúncias, documentos, fotos, vídeos, contas, notificações e protocolos podem ser encaminhados à comissão para subsidiar providências legais, regimentais e institucionais.
Ao longo da audiência, vereadores destacaram que as reclamações recebidas pela Câmara não se restringem a uma única região da cidade e que problemas semelhantes vêm sendo relatados por moradores de diferentes bairros. Entre os principais pontos apontados estiveram cobranças consideradas abusivas, contas com valores muito acima da média de consumo, falta de leitura dos hidrômetros, cobrança por média, emissão de faturas duplicadas ou antecipadas, cobrança de taxa de esgoto sem a devida ligação disponível, dificuldades de atendimento, falta de água, vazamentos não solucionados e danos causados por obras executadas pela concessionária.
A população também utilizou o espaço para apresentar casos concretos enfrentados no dia a dia. Moradores relataram contas que chegaram a milhares de reais, dificuldades para contestar cobranças, ameaças de corte no abastecimento e inclusão de nomes em órgãos de proteção ao crédito mesmo durante processos de contestação. Também foram apresentados relatos sobre problemas recorrentes de esgoto, retorno de dejetos para residências, buracos deixados após intervenções da empresa, baixa pressão da água e questionamentos sobre a qualidade do serviço prestado.
Entre os depoimentos, moradores citaram contas que variaram de R$ 1 mil a mais de R$ 14 mil, além de situações envolvendo aposentados, idosos e famílias de baixa renda que afirmaram não possuir condições financeiras para arcar com os valores cobrados. Também houve manifestações cobrando maior fiscalização sobre o contrato de concessão e providências para reparar prejuízos causados por obras e falhas na prestação dos serviços.
Ao final, a comissão reforçou que denúncias, documentos, fotos, vídeos e protocolos podem ser encaminhados pelo WhatsApp da CPI: (51) 99481-1147 .
Próximas audiências públicas da CPI da Corsan/Aegea
2 de junho
Quadrante Sudoeste
Associação dos Moradores da Rio Grande (Amorbe)
Rua Boa Saúde, 1950 – bairro Rio Branco
11 de junho
Quadrante Nordeste
Local a ser divulgado pela comissão.








