Evento gratuito no dia 10 de setembro reúne profissionais de diversas áreas para discutir prevenção do suicídio, saúde mental infantil e cuidado com quem cuida
O Hospital Universitário de Canoas (HU), administrado pela Associação Saúde em Movimento (ASM), realiza no dia 10 de setembro de 2026 o 1º Simpósio de Saúde Mental, Setembro Amarelo: Valorização da Vida. O evento é gratuito, aberto ao público e acontece das 8h às 17h nas dependências do hospital, na Avenida Farroupilha, 8001, bairro São José, em Canoas. As inscrições podem ser feitas por QR Code disponibilizado nas peças de divulgação do evento.
A iniciativa integra as ações do movimento Setembro Amarelo, campanha nacional de conscientização e prevenção ao suicídio, e busca ampliar o debate sobre saúde mental dentro e fora do ambiente hospitalar, reunindo profissionais de saúde, estudantes e a comunidade em geral para um dia inteiro de palestras, mesas-redondas e discussão de casos clínicos.
“O Setembro Amarelo é um movimento extremamente importante, porque nos convida a colocar a saúde mental no centro do cuidado que oferecemos. Hoje uma das principais causas de afastamento do trabalho no mundo é questão atrelada ao psicológico. Ao reunir tantos profissionais em um único dia de formação, o HU reafirma seu compromisso com a prevenção do suicídio e com o cuidado integral de pacientes, famílias e da nossa própria equipe”, afirma a superintendente hospitalar da ASM, gestora do HU Canoas, Tatiani Pacheco.
Ao longo do dia, o simpósio percorre temas que vão da prevenção ao pós-cuidado, com uma programação pensada para conectar teoria e prática clínica. A abertura, às 8h, é conduzida pela presidente da ASM, Cláudia Vitti, que apresenta um panorama da saúde mental e da prevenção do suicídio e destaca a importância do Setembro Amarelo no ambiente hospitalar.
Entre os destaques da programação estão:
– Infância Digital: como o uso excessivo de telas pode impactar a saúde mental de crianças e adolescentes, com a psicóloga Júlia Steffens de Loureto, abordando sinais de alerta, comunicação acolhedora e orientações práticas para famílias;
– Fluxo Institucional e Rede de Atenção Psicossocial: com o enfermeiro Gustavo Corrêa, explicando como acionar o CAPS, quando encaminhar para emergência psiquiátrica e o papel da atenção primária e da família no cuidado em saúde mental;
– Quem cuida também precisa ser cuidado: palestra da psicóloga Cátia Schutz (SESMET) sobre burnout, estresse ocupacional, fadiga por compaixão e estratégias de autocuidado para profissionais da saúde;
– Pósvenção do Suicídio: com a psicóloga Aline de Sena Damian, sobre acolhimento, luto, plano de segurança, trabalho interdisciplinar e planejamento de alta após tentativas de suicídio;
– Uso seguro de psicofármacos: mesa-redonda com o enfermeiro Alessandro de Souza da Silva, o farmacêutico Frankschuer Reichel Chernhak e a médica Dra. Daiana Eltz Martins sobre manejo clínico e uso racional de medicamentos em crianças, gestantes e adultos;
– Discussão de caso clínico: encerrando a programação, as psicólogas Amanda da Silva Santos, Letícia Maria Kaspary e Letícia Pereira Rocha conduzem a análise de um caso fictício, cobrindo identificação de risco, manejo, acionamento da rede de apoio e alta hospitalar.
O simpósio reúne um corpo de palestrantes multidisciplinar, com formação em psicologia organizacional, psicologia hospitalar, psiquiatria, enfermagem em saúde mental e urgência/emergência, e farmácia clínica. Entre eles Cláudia Vitti, Cátia Schutz, Frankschuer Reichel, Júlia Steffens, Dra. Daiana Martins, Letícia Kaspary, Alessandro da Silva, Letícia Rocha, Aline de Sena, Amanda Santos e Gustavo Corrêa. A diversidade de olhares reforça a proposta do evento: tratar a saúde mental de forma integral, do cuidado infantil ao cuidado com quem cuida.
“Pensamos essa programação para ir além da teoria: queremos que cada profissional ou cidadão que vier ao evento saia daqui sabendo como identificar um sinal de risco e para onde encaminhar. É um simpósio feito por quem está na linha de frente do cuidado, para quem também está na linha de frente ou que convive em casa com alguém que precisa deste cuidado”, explica Cristiane Motta, coordenadora do Serviço de Psicologia do HU Canoas, organizador do evento.








