Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal começa a organizar o cerco contra a Corsan/Aegea; calendário de audiências e canal de denúncias via WhatsApp prometem expor as “contas de ouro” e o serviço de barro.
Se você abre a torneira em Canoas e se pergunta se o que sai dali é água ou um líquido precioso (pelo preço que vem na fatura), ou se já cansou de ver a sua rua virar um queijo suíço após remendos malfeitos, a hora do troco chegou. Na manhã desta sexta-feira (8), o clima esquentou na sala da Presidência da Câmara Municipal, onde a CPI que apura os descasos da Corsan/Aegea finalmente deu o pontapé inicial nos trabalhos.
O objetivo é claro: colocar a concessionária contra a parede. Sob a presidência do vereador Eric Douglas (União Brasil), a comissão definiu que não vai ficar apenas no ar-condicionado do Legislativo. O “bicho vai pegar” diretamente nos bairros, com cinco audiências públicas programadas para ouvir quem realmente sofre: o contribuinte.

O Calendário do Confronto
A ideia é descentralizar para ninguém ter desculpa de não reclamar. A primeira “chamada no detalhe” acontece já no dia 15 de maio, às 18h, na própria Câmara, focando na região Central. Confira as próximas paradas da CPI:
- 21 de maio: Região Noroeste;
- 28 de maio: Região Sudeste;
- 2 de junho: Região Sudoeste;
- 11 de junho: Região Nordeste.
Canal Direto para as “Contas Exorbitantes”
Sabe aquela conta que chegou com um valor astronômico e sem explicação? Ela agora tem destino certo. Os vereadores anunciaram a criação de um WhatsApp exclusivo para denúncias. A ideia é que a população envie fotos das faturas indevidas, relatos de mau atendimento e provas do descaso. O número será oficialmente divulgado na primeira audiência pública.
“Definimos que vamos ter um WhatsApp para as pessoas mandarem as contas indevidas e denúncias com nome, CPF e tudo organizado para podermos debater com provas”, explicou Eric Douglas.
“Ficou Insustentável”
A paciência do canoense — e dos parlamentares — esgotou. Além das cobranças que parecem piada de mau gosto, a CPI vai investigar a abertura de ruas sem a devida recomposição do asfalto e a crônica dificuldade de atendimento. Segundo o presidente da comissão, as tentativas amigáveis de resolver o problema já duram mais de um ano, sem qualquer retorno positivo da empresa.
Agora, a Corsan/Aegea será notificada oficialmente a entregar documentos e explicações. Pelo visto, a “cor da água” em Canoas vai começar a ficar bem clara para todo mundo, e o custo disso não será mais pago apenas pelo bolso do cidadão.








