IMPASSE | Magistério mantém greve mesmo com projetos do Executivo aprovados na Câmara

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O cenário da educação municipal em Canoas permanece em estado de mobilização. Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (4), no Sindicato dos Metalúrgicos, os professores da rede pública municipal decidiram pela continuidade da greve. A decisão ocorre no momento em que a Administração Municipal inicia a implementação das medidas legais, após a aprovação definitiva dos projetos pelo Legislativo na última semana.

A assembleia do Sindicato dos Profissionais das Instituições de Ensino Municipal de Canoas (Sinprocan) reuniu a categoria para avaliar os rumos do movimento. Mesmo diante da confirmação da aprovação dos projetos na Câmara de Vereadores, os docentes votaram pela manutenção da paralisação e realizaram uma caminhada de protesto até a frente da sede da Prefeitura Municipal.

Segundo a presidente do Sinprocan, Simone Riet Goulart, a mobilização é considerada histórica para a categoria.

Consolidação Legislativa e Implementação Imediata

Com o aval da Câmara de Vereadores, a Prefeitura de Canoas destaca que as propostas apresentadas durante as negociações deixaram de ser apenas projetos e tornaram-se medidas consolidadas. A aprovação legislativa conferiu a segurança jurídica necessária para que o Executivo dê início à implementação imediata dos benefícios.

Os principais pontos já aprovados e em fase de execução incluem:

  • Piso Nacional do Magistério: Garantia do pagamento do valor atualizado do piso nacional, com reflexo já no próximo contracheque dos professores.
  • Reposição Salarial: O índice de reposição foi oficializado com parcelamento em seis vezes, seguindo o cronograma estabelecido pelo Município.
  • Auxílio-Alimentação: Manutenção assegurada do vale-alimentação, representando um incremento médio de R$ 604,00 na renda mensal direta dos docentes.
  • Reforço no Quadro de Pessoal: Autorização para abertura de novo concurso público e a contratação de 500 monitores de inclusão — dos quais 250 já estão a ser incorporados à rede municipal.

O impasse agora reside na aceitação das condições aprovadas. A Administração Municipal reforça que as medidas sancionadas atendem às demandas estruturais e financeiras dentro da responsabilidade fiscal do município. Por outro lado, o sindicato mantém a greve por considerar que ainda há espaço para avanços na valorização da carreira.

 

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