*Correspondente Especial
Chegamos a última parábola do ano, entraremos em 2026, teremos como palco uma eleição presidencial, que novamente irá escancarar a polarização que tomou conta de nosso país. Recorremos a um texto, não sabemos se é verídico ou não, mas é válido para a analogia que desejamos em nossa Gotham City.
À medida que as luzes de fim de ano começam a brilhar em Gotham City, um sentimento de urgência paira sobre a “Village”. Nossa população muitas vezes se sente à deriva em um mar de promessas, e a história de um nadador e sua filha nas águas serve como uma parábola perfeita para o que vivemos e o que enfrentaremos nas eleições de 2026.
Imagine um morador comum de Gotham que decidiu levar sua filha para um mergulho nas águas políticas da grande Metrópoles. O que deveria ser um exercício de democracia e esperança rapidamente se torna um cenário de isolamento.
Na história real, golfinhos surgiram do nada para formar um círculo protetor ao redor dos humanos. Em Gotham, esse “círculo de proteção” é a nossa representatividade local — hoje, perigosamente frágil. Com mais de 340 mil habitantes, a Aldeia é uma gigante que, ironicamente, nada quase sozinha. Atualmente, contamos com apenas um representante para erguer a voz, na Câmara Federal, e ninguém na Assembleia Legislativa. Também temos um senador, que está a caminho da aposentaria.
Na história, o nadador e sua filha (o povo de Gotham) tentavam seguir seu rumo, a razão da intervenção dos golfinhos tornou-se clara: um Grande Tubarão Branco. Na nossa política, o tubarão atende pelo nome de “Candidato de Fora”.
Figuras como o Pinguim, Coringa. Charada, Duas-Caras, entre outros, que nunca caminharam pelas ruas do bairro “Neighborhood” ou sentiram as dores da “Old Mathis” nas enchentes, surgem em anos eleitorais com mandíbulas abertas. Eles buscam os votos dos gothanenses para alimentar suas próprias bases em outras regiões, deixando a nossa “Village” desprotegida e sem força para lutar por recursos federais e estaduais.
“O nadador e sua filha tentaram várias vezes nadar para longe, mas os golfinhos os guiavam de volta… havia um perigo invisível.”
Esse perigo invisível é a fragmentação do voto. Quando o eleitor de Gotham dispersa sua confiança em “tubarões de fora”, ele rompe o círculo de proteção que os “golfinhos”, ou seja, das lideranças locais autênticas, tentam construir.
O texto original, que deu origem a nossa parábola, nos conta que, diante da ameaça, os golfinhos mudaram de comportamento. Eles não ficaram apenas parados; começaram a bater na água e a mover-se coordenadamente para intimidar o predador.
O ano que chega ao fim marca o início da contagem regressiva. 2026 não será apenas uma eleição para Presidente e Deputados; será o momento de Gotham decidir se quer ser a presa ou o protetor. Para garantir que a cidade não perca ainda mais força, é preciso que os eleitores ajam como o grupo de golfinhos.
É formar um círculo apertado em torno dos interesses locais. Mostrar aos tubarões externos que as águas de Gotham não é território de caça fácil. Devemos priorizar nomes que vivam a realidade da cidade para podermos ter mais do que apenas um representante isolado.
No texto real, os golfinhos mantiveram a formação por quarenta minutos, até que o perigo recuasse. Gotham City precisará de uma vigilância muito maior. Enquanto nos despedimos deste ano e olhamos para o ciclo eleitoral que se aproxima, a pergunta que fica nos becos de Gotham e nas avenidas de “Village” é:
Quem estará ao nosso lado quando o tubarão aparecer?
A segurança da nossa “filha” (o futuro de Gotham) depende da nossa capacidade de não nadar para longe daqueles que realmente conhecem o nosso mar.
Que em 2026, a nossa cidade aprenda com os golfinhos:
A união local é a única defesa eficaz contra quem só vem para morder e partir.















6 Respostas
Gostava muito e de ler as colunas, problema é que depois que se acomodou o colunista, nada é feito com olhar crítico e sim de maneira que traga algum ganho a um ou outro, sei que nem vai publicar isso aqui, mas se todas cidades pensassem assim o interior nunca teria representa, mas claro, sei o interesse, assim como matou o limoeiro, matas o senso crítico, tá tudo bem.
Agradeço sinceramente por compartilhar sua visão, ainda que ela carregue uma profunda desilusão. O papel de uma coluna de opinião é, justamente, provocar o pensamento, e lamentamos que sinta que o olhar crítico tenha sido substituído por interesses particulares ou pelo comodismo.
É justamente o diálogo com leitores atentos como você que impede que o senso crítico morra por completo. Acreditamos que a pluralidade de ideias é o que mantém uma comunidade viva e, por isso, sua manifestação é recebida como um lembrete necessário do compromisso que a imprensa deve ter com a verdade e com quem a lê.
As portas para o debate ético e transparente estarão sempre abertas.
Feliz 2026
Reedita o limoeiro meu amigo, Canoas sem saúde, buraqueira, problema de esgoto, cadê o jornalista guerreiro que com ninguém, sabia apontar com ótimos textos ao mazelas de Canoas… Vem ser feliz na fila da saúde… Precisamos de vc. Não te rendas.
Se nossa política municipal ficar dependendo de emendas parlamentares, nunca precisaremos eleger alguém da cidade, pois o que vimos foi prefeito, secretários e vereadores em Brasília com o chapéu na mão mendigando emendas contra se ficaram cegos pelas promessas?
, daí não importando o Partido ou a região que o dono da emebda representa, eh uma troca vergonhosa de promessa de apoio, já que somos muitos eleitores, está prática acaba com a gestão do dinheiro pública e pode tornar as eleições um produto marginal.
Mas quem gritara ? Estão cegos pela cobiça.
Se nossa política municipal ficar dependendo de emendas parlamentares, nunca precisaremos eleger alguém da cidade, pois o que vimos foi prefeito, secretários e vereadores em Brasília com o chapéu na mão mendigando emendas.
, daí não importando o Partido ou a região que o dono da emebda representa, eh uma troca vergonhosa de promessa de apoio, já que somos muitos eleitores, está prática acaba com a gestão do dinheiro pública e pode tornar as eleições um produto marginal.
Mas quem gritara ? Estão cegos pela cobiça.
Só uma passagem em minha vida.
Na eleição para prefeito, minha mãe ao passar de carro em frente a casa de um candidato, fez o seguinte comentário:
Se não cuida da propia casa, você acha que vai cuidar da cidade!