
Não votei no primeiro turno e, provavelmente, não vou votar em ninguém no segundo turno
Fui duramente criticado por pessoas de quem gosto muito em razão da minha ausência nas urnas, mas minha decisão permanece inalterada.
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Fui duramente criticado por pessoas de quem gosto muito em razão da minha ausência nas urnas, mas minha decisão permanece inalterada.

A democracia, de fato, é um banquete farto. Pena que, para a maioria dos eleitores, a única coisa que chega à mesa é o panfleto do candidato. Pelo menos é rico em fibras.

Rossano Gonçalves, o enxadrista dos Pampas, não apenas acompanhou a mudança dos ventos políticos no estado; ele ajudou a direcioná-los. E, ao que tudo indica, seu jogo está longe de terminar.

O encerramento do primeiro turno das eleições impõe uma criteriosa avaliação sobre o comportamento das urnas no RS e, em particular, sobre o desempenho eleitoral dos candidatos vinculados à Canoas.

A vitória foi amplamente comemorada pelo prefeito Airton Souza, ele celebrou o resultado ao lado de apoiadores, destacando que a eleição de Zucco representa a esperança de que “a mudança chegue ao RS”.

Somos quase 170 milhões de eleitores, apertados em um barco furado, remando em círculos enquanto a água sobe. Quero despertar dessa letargia, mas hoje apenas acordei.

Se Tonito estivesse vivo hoje, lendo as notícias — talvez rolando a tela de um smartphone em vez de folhear as páginas com cheiro de tinta fresca —, ele certamente seria tomado por uma melancólica sensação de déjà vu.

A cada dois anos, a grande família da política brasileira se reúne para o seu evento mais aguardado. Não é Natal, nem Ano Novo, mas a ceia é farta, regada a um orçamento que ostenta algarismos suficientes para perder o fôlego.

Chegamos à última curva antes da linha de chegada. A derradeira semana de campanha escancara uma lista extensa de candidatos — cerca de 30 nomes de Canoas disputando cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.

Longe de consolidar uma imagem de austeridade e cuidado com a renda familiar, a investida estatal no universo do futebol projeta um racha político imprevisível e pode se consolidar como o mais grave erro de cálculo da corrida pela reeleição.

