O Sinprocan — Sindicato dos Professores de Canoas — irá manter paralisação nesta quarta-feira (15) e convoca assembleia; uma reunião marcada para o meio-dia irá deliberar se acata proposta da Prefeitura de Canoas ou não.
Abaixo, detalhamos a sucessão de eventos que marcou a paralisação e o ato público liderado pelo Sinprocan nesta terça-feira, 14 de maio, inserido na 27ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública. A secretária de Educação, Beth Colombo, esteve presente aos atos e falou com a categoria.
O movimento teve início institucional com o começo da semana nacional comandada pela CNTE. Na véspera do ato principal, a prefeitura encaminhou um ofício ao sindicato (Sinprocan), assinado pelo prefeito Airton Souza e pela secretária Beth Colombo, manifestando “apoio” aos docentes, mas sem apresentar as soluções concretas exigidas pela categoria.
A manhã de terça-feira foi marcada pela autonomia das instituições de ensino para decidir sobre a adesão à greve.
Por volta das 12h, centenas de profissionais da educação ocuparam a Praça da Emancipação, no Centro de Canoas. O barulho de apitos, bandeiras e cartazes deu o tom da manifestação em frente ao Paço Municipal. O objetivo era dar visibilidade às pautas que já haviam sido protocoladas anteriormente junto ao Executivo.
LEIAM AS PROPOSTAS
O ato durou cerca de duas horas em frente à prefeitura antes de os manifestantes contornarem o quarteirão em marcha. No centro da discussão, quatro pontos cruciais foram destacados:
- Reposição Salarial e Piso Nacional: Garantia dos valores mínimos estabelecidos por lei.
- Lei do “Descongela” (LC nº 226/2026): Pagamento retroativo de direitos (como quinquênios) suspensos durante a pandemia.
- Reconhecimento do Magistério (Lei nº 15.326/2026): Inclusão definitiva dos professores de educação infantil na carreira docente e equiparação salarial.
- Contratações Urgentes: Agilização na chamada de professores concursados e monitores de inclusão.
O Posicionamento do Executivo
Enquanto o barulho ocorria do lado de fora, a administração municipal emitiu uma nota reforçando a importância da valorização profissional e afirmando manter um canal de diálogo “transparente e respeitoso”. No entanto, o embate financeiro persiste, com a prefeitura alegando falta de verbas para algumas equiparações e o uso do Fundeb em pauta.
A mobilização continua sem uma definição. Com reuniões na Câmara de Vereadores e no Paço Municipal. Contudo, o estado de alerta permanece até o dia 17 (sexta-feira), acompanhando o calendário nacional. A categoria agora aguarda propostas efetivas que saiam do campo do “apoio simbólico” e se tornem decretos e pagamentos reais.








