Escritora, ativista cultural e figura constante no cenário artístico canoense, Helena da Rosa apresenta sua nova obra em eventos que unem nostalgia e esperança na “Aldeia”.
A cena literária de Canoas (carinhosamente e historicamente apelidada por muitos de “Aldeia”) prepara-se para um momento de celebração da palavra e da memória. A escritora, poeta e ativista cultural Helena da Rosa lançará, no próximo dia 10 de outubro, seu aguardado segundo livro solo: Cordéis do Tempo. O primeiro evento de lançamento acontecerá em um espaço que respira a história da cidade: a Antiga Estação de Trem de Canoas, um símbolo de resistência cultural. Na sequência, a autora também apresentará a obra na 41ª Feira do Livro de Canoas, no dia 19 de outubro, às 16h.
Com ilustrações delicadas de Carolina da Rosa Minozzo e publicação pela Editora Entreverbo, Cordéis do Tempo foi viabilizado através do programa de Microcrédito Cultural de 2025. A obra promete ser um refúgio literário, tecendo reflexões sobre como as memórias moldam nossa essência.
Como descreve Luiza Cantanhede, escritora e poeta maranhense, sobre a obra: “Cordéis do Tempo” é um convite a uma viagem sensível e nostálgica, onde textos metafóricos se entrelaçam com memórias que moldam nossa essência. Uma tapeçaria poética com fios dourados da memória, tecendo histórias que nos remetem a um universo onde o amor e as reminiscências se unem em perfeita harmonia.”
O livro vai além da simples passagem dos anos, como ressalta a Editora Entreverbo: “Um livro onde se constata que o tempo não apenas leva as coisas, mas também semeia esperanças, amadurece afetos e transforma pequenas vivências em permanência.”

A Trajetória de uma Ativista da Palavra
Helena da Rosa não é apenas uma autora; é uma força motriz na cultura canoense. Com uma década de dedicação ao Coral da AABB Canoas e atuação firme na Associação Canoense de Escritores, ela se destaca não só pela escrita, mas por suas ações. Helena é criadora de projetos essenciais de incentivo à leitura e formação de leitores nas escolas, plantando a semente da literatura nas novas gerações.
Sua jornada solo ganhou destaque em 2021 com a publicação de Giz de Cera, livro que também contou com o apoio do Microcrédito Cultural (edição de 2023). A trajetória de Helena, no entanto, é marcada por aprovações e reconhecimentos constantes de seus projetos desde 2015, evidenciando seu compromisso contínuo com a arte.
A Casa do poeta de Canoas: um pilar da cultura na “Aldeia”
A história literária de Helena da Rosa está intrinsecamente ligada à Casa do Poeta de Canoas e à ACE (Associação Canoense de Escritores), entidade da qual é integrante e que desempenha um papel vital no fomento da literatura local e nacional.
Fundada com o objetivo de promover os autores associados e ser um farol de cultura, a ACE cresce em importância e prestígio. Ao longo de sua história, a instituição tornou-se um espaço fundamental para a resistência e a difusão literária, organizando saraus poéticos, encontros e ações em diversos espaços da cidade, principalmente em feiras de livros e saraus nas escolas, incentivando a leitura e formação de leitores.
É mediante instituições como estas e do trabalho incansável de ativistas como Helena da Rosa que a cultura canoense se mantém vibrante, garantindo que a poesia continue a ecoar pelas ruas e, especialmente, pela Antiga Estação de Trem, onde o passado e o futuro se encontram em forma de arte.
Serviço — Lançamentos “Cordéis do Tempo”:
- Data: 10 de outubro, das 15h00 às 18h00
- Local: Antiga Estação de Trem de Canoas (Av. Victor Barreto, 2301 – Centro)
- Data: 19 de outubro, às 16h
- Local: 41ª Feira do Livro de Canoas.







