O Xadrez Político de Canoas para 2026 | “Cabeças Podem Rolar” e alianças podem ser desfeitas até o fechamento da janela eleitoral

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O cenário político de Canoas, um dos colégios eleitorais mais estratégicos do Rio Grande do Sul, já começou a ferver. A poucos meses das eleições de outubro de 2026, o chamado “Livro das Possibilidades” começa a ser escrito. Com 11 partidos representados na Câmara de Vereadores, a cidade se vê diante de um dilema clássico: a abundância de candidatos pode fortalecer a representatividade local ou pulverizar os votos, deixando a “terceira maior economia do Estado” órfã de cadeiras parlamentares?

Este artigo reflete uma percepção baseada nas movimentações de bastidores e no que se ouve nas ruas. É importante ressaltar que o tabuleiro é dinâmico: nomes podem surgir, “cabeças podem rolar” e alianças podem ser desfeitas até o fechamento da janela eleitoral.

As Peças no Tabuleiro: Movimentações por Legenda

No PSD, a figura central é Jairo Jorge. Líder natural, seu nome é ventilado para a Assembleia Legislativa, embora sua candidatura dependa diretamente de condições de elegibilidade. Como alternativa para o Congresso Nacional, o vereador Jefferson Otto, mesmo estando em litígio com a agremiação, pode aparecer como o nome do partido para a Câmara Federal. Já no PRD, o vereador Leandrinho não faz mistério: seu objetivo, se acontecer, é Brasília.

Márcio Freitas, atualmente focado na Assistência Social, é uma das lideranças que mais geram expectativa. Sua decisão entre disputar uma vaga de Deputado Estadual ou Federal passará obrigatoriamente pelo alinhamento político com o Prefeito Airton Souza.

O partido detém um representante de Canoas na Câmara Federal, Luiz Carlos Busato, que tentará o quinto mandato. No campo estadual, o vereador mais votado e atual presidente da Câmara, Eric Douglas, já está com o “pé no barro”, mobilizando bases para a Assembleia Legislativa.

O Progressistas (PP) tem em Jonas Dalagna um nome que aguarda a Executiva Estadual. Nos últimos dias, o nome do empresário Adnan Abed Zarruq, presidente do Sindilojas Canoas, despontou como outro provável candidato à Assembleia Legislativa. Embora o foco pareça ser 2028, uma candidatura em 2026 serviria como um importante termômetro eleitoral. No Republicanos, Cassio Fernando Giacchin da Silveira já movimenta sua pré-candidatura estadual, enquanto a sigla lida com o peso de nomes como Carlos Gomes e Franciane Bayer  e Odrilei Campiol para Câmara Federal, a ausência provável de Beth Colombo na disputa deixa a principal líder do partido de fora desta eleição, mas só como candidata, ela, com certeza, estará nos palanques defendendo seu Republicanos.

No PSDB, os parlamentares Bamberg e Patrício sofrem pressão da executiva para uma dobradinha (Estadual/Federal), enfrentando a resistência natural de quem conhece o risco da divisão de votos.

Maria Eunice, do PT, já se colocou à disposição para a Assembleia Legislativa, enquanto outras lideranças tendem a apoiar nomes já estabelecidos na reeleição.

No PV, Cris Moraes, que surpreendeu com 19 mil votos na última eleição, volta ao campo focado na causa animal para Federal.

O Novo aposta na estratégia partidária com Rodrigo D’Ávila (Estadual) e Viviane Loticci (Federal). No PDT, o destaque é Alexandre Gonçalves, segundo vereador mais votado em 2024, que agora mira a Assembleia Legislativa. O PL apresenta Camila Nunes, atual Secretária da Mulher e suplente, como o nome para a Assembleia Legislativa, buscando capitalizar a força da máquina municipal. Nilce Bregalda é outra partidária dos Liberais que pleiteia a Assembleia Legislativa.

O Risco da Pulverização

As vozes das ruas indicam que o desejo por representantes “da terra” é grande, mas o “Livro das Possibilidades” é traiçoeiro. Com tantos nomes de peso, o risco é que a votação da cidade se fragmente a tal ponto que nenhum candidato alcance o quociente necessário.

Como diz a máxima política, “o céu é o limite, mas o chão é o destino de muitos”. Até outubro de 2026, muitas águas passarão por baixo das pontes do Rio Gravataí, e somente a habilidade de articulação definirá quem, de fato, chegará às urnas com chances reais de vitória.

O Peso da História

Canoas tem um histórico de representatividade que não pode ser ignorado. Relembrar os nomes que já ocuparam cadeiras no Legislativo ajuda a entender o tamanho da responsabilidade dos atuais candidatos:

  • Senado: Paulo Paim.
  • Deputados Federais: Jorge Uequed, Ivo Lech, Paulo Paim, Hugo Simões Lagranha, Luiz Carlos Busato e Marco Maia.
  • Deputados Estaduais: Carlos Giacomazzi, Nelsinho Metalúrgico, Ledevino Piccinini, Eligio Meneghetti, Luiz Antônio Possebon, Nedy de Vargas Marques, Francisco Dequi, Jurandir Maciel, Coffy Rodrigues e Sezefredo Azambuja Vieira.

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2 Respostas

  1. Na relação dos Deputados Estaduais eleitos e radicado em Canoas faltou citar o nome de Eligio Meneghetti

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