RADIOGRAFIA ELEITORAL DE CANOAS NAS ELEIÇÕES 2026 | Sistema proporcional, quocientes e o destino das cadeiras parlamentares

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O encerramento do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 impõe uma criteriosa avaliação sobre o comportamento das urnas no Rio Grande do Sul e, em particular, sobre o desempenho eleitoral dos candidatos vinculados ao Município de Canoas. A definição dos assentos da Assembleia Legislativa gaúcha e da Câmara dos Deputados opera sob a engrenagem do sistema representativo proporcional, estabelecido pelo Código Eleitoral e sucessivamente atualizado pelas Leis 13.165/2015, 14.208/2021 e 14.211/2021.

No que tange ao parâmetro temporal e metodológico da presente apuração jornalística, cumpre esclarecer que a análise para a matéria começou quando a apuração estadual para Deputados Estaduais ainda não estava concluída, encontrando-se em 99,77% das seções totalizadas no Estado. Contudo, para o cargo de Deputado Federal, a totalização das urnas pelo Tribunal Superior Eleitoral já se encontrava cem por cento apurada em todo o território gaúcho. Não se trata, portanto, de divergência metodológica ou apuração paralela de contagens distintas, mas sim do reflexo natural do fechamento dos dados oficiais disponibilizados pelo sistema eletrônico de totalização em momentos cronológicos contíguos.

Para o eleitor, o resultado frequentemente soa contraditório: concorrentes que alcançam expressivas somas nominais de sufrágios muitas vezes não conquistam a titularidade, ao passo que postulantes com votações comparativamente inferiores terminam diplomados. A explicação para essa dinâmica não decorre de mero acaso, assentando-se nas regras de conversão de votos em mandatos legislativos, na disciplina jurídica das federações partidárias, nas cláusulas de barreira individual de desempenho e na partilha das sobras eleitorais.

DEPUTADOS FEDERAIS DO RIO GRANDE DO SUL: ORDEM DE ELEITOS E SUPLENTES

Com a totalização concluída das urnas no Rio Grande do Sul para a Câmara dos Deputados, a correlação de forças estabeleceu a listagem decrescente dos parlamentares que alcançaram a titularidade da bancada gaúcha e dos candidatos que se posicionaram nas respectivas faixas de suplência partidária e federativa.

No grupo que obteve a titularidade dos mandatos federais pelo Estado figuram, em ordem decrescente de votação oficial: Maurício Marcon (PL), com 379.834 votos; Fernanda Melchionna (PSOL), com 280.262 votos; Giovani Cherini (PL), com 234.171 votos; Rony Gabriel (Podemos), com 223.643 votos; Alceu Moreira (PL), com 217.208 votos; Maria do Rosário (PT), com 173.788 votos; Afonso Hamm (PP), com 152.762 votos; Any Ortiz (PP), com 151.433 votos; Pedro Westphalen (PP), com 128.095 votos; Covatti Filho (PP), com 123.360 votos; Osmar Terra (PL), com 116.647 votos; Daiana Santos (PCdoB), com 114.315 votos; Bohn Gass (PT), com 111.196 votos; Danrlei (PSD), com 105.079 votos; Marcelo Moraes (PL), com 103.292 votos; Denise Pessoa (PT), com 100.893 votos; Lucas Redecker (PSD), com 99.817 votos; Marcon (PT), com 99.566 votos; Jessé Sangalli (PL), com 94.625 votos; Gustavo Victorino (Republicanos), com 94.428 votos; Valdeci Oliveira (PT), com 93.419 votos; Diogo Siqueira (PL), com 93.067 votos; Alexandre Lindenmeyer (PT), com 89.434 votos; Felipe Camozzato (Novo), com 85.167 votos; Pompeo de Mattos (PDT), com 83.934 votos; Carlos Gomes (Republicanos), com 82.245 votos; Afonso Motta (PDT), com 81.960 votos; Laura Sito (PT), com 79.335 votos; Juvir Costella (MDB), com 77.933 votos; Bibo Nunes (PL), com 74.207 votos; Perondi (PL), com 73.974 votos; Luciano Azevedo (PSD), com 69.046 votos; Heitor Schuch (PSD), com 68.832 votos; Hiago Morandi (Novo), com 68.542 votos; Luiz Carlos Busato (União Brasil), com 60.127 votos; Ronaldo Nogueira (Republicanos), com 52.034 votos; Matteus Amaral (PP), com 51.437 votos; Franciane Bayer (Republicanos), com 49.845 votos; Sergio Zambiasi (Podemos), com 44.929 votos; Onyx Lorenzoni (PP), com 41.154 votos; Vilmar Zanchin (MDB), com 40.406 votos; Maurício Dziedricki (Podemos), com 40.395 votos; e Simone Dutra (Republicanos), com 34.137 votos.

Por conseguinte, na sequência imediata do quadro de apuração estadual, posicionaram-se os demais concorrentes nas respectivas listas de suplência partidária e federativa, compreendendo: Roberto Robaina (PSOL), com 31.879 votos; Ary Vanazzi (PT), com 31.073 votos; Ranzi (MDB), com 29.642 votos; Enfermeira Fabia Richter (PSD), com 26.894 votos; Tiago Albrecht (Novo), com 26.844 votos; Coronel Ustra (PL), com 22.907 votos; Beto Albuquerque (PSB), com 21.622 votos; Fernanda Barth (PL), com 20.679 votos; Mariana Lescano (PP), com 20.493 votos; Patrícia Alba (MDB), com 19.478 votos; Júlia Zardo (Novo), com 18.063 votos; Marcio Bins Ely (PDT), com 17.241 votos; Dr. Levi (Podemos), com 16.264 votos; Miriam Marroni (PT), com 15.318 votos; Cris Moraes (PV), com 14.989 votos; Teté Caçapava (Avante), com 14.978 votos; Jonas Reis (PT), com 13.788 votos; Fortunati (PT), com 12.897 votos; Felipe Pedri (PL), com 12.810 votos; Ada Munaretto (Novo), com 12.722 votos; Reginete Bispo (PT), com 12.640 votos; Fabio Ostermann (Novo), com 12.276 votos; Jurandir Silva (PSOL), com 12.272 votos; Patricia Beck (PP), com 12.191 votos; Jocimar Santos (Podemos), com 12.149 votos; Dr. Julio Stobbe (PT), com 11.881 votos; Juliano Valim (PSD), com 11.563 votos; Faisal Karam (Republicanos), com 11.558 votos; Rudys Confirmadíssimo (MDB), com 11.497 votos; Jonatas Toledo (PP), com 11.199 votos; Fufa (PT), com 10.646 votos; Regina Caetano (Podemos), com 9.644 votos; Éder Azeredo Canhão do Vale (Republicanos), com 9.481 votos; Amanda Alba (PSDB), com 9.303 votos; Gabi Panazzolo (MDB), com 9.178 votos; Maico Volz (Podemos), com 9.148 votos; Jacques Barbosa (PDT), com 9.051 votos; Gabriela Costa (Missão), com 9.043 votos; Clemente (Podemos), com 8.889 votos; Eliton Avila (Podemos), com 8.023 votos; Gilson Padeiro (PSDB), com 7.686 votos; Lara Prade (Novo), com 6.867 votos; Pedro Ribeiro (PDT), com 6.545 votos; e Iriel Sachet (Podemos), com 6.491 votos.

Seguem ainda na lista estadual de suplentes e de votações intermediárias: Fran Bonaci (PDT), com 6.240 votos; Marciele Rosa (Podemos), com 6.239 votos; Rogério Grade Chéio (MDB), com 6.071 votos; Adilson Troca (PSD), com 5.985 votos; Luis Fernando (PDT), com 5.955 votos; Atena (PSOL), com 5.887 votos; Ingra (PSOL), com 5.873 votos; Fernandinho Maciel O Leão (PDT), com 5.743 votos; Leandro Golin (PL), com 5.552 votos; Alexandre Bobadra (PL), com 5.272 votos; Naiton Gama (PT), com 5.270 votos; Marcelo Brum A Voz do Campo (Podemos), com 5.256 votos; Enio Bacci (Novo), com 5.126 votos; Daniel Mussi (PSD), com 5.112 votos; Rafa Castro (PSB), com 5.071 votos; Pérola Sampaio (PT), com 5.062 votos; Paula Marisa (PDT), com 5.032 votos; Douglas Winter (PL), com 5.014 votos; Magda Beatriz (PSDB), com 4.995 votos; Felippe Rieth (PDT), com 4.946 votos; Felipe Faller (Republicanos), com 4.929 votos; Juliani Pinzon (PSDB), com 4.637 votos; Juquinha (PSB), com 4.612 votos; Matheus Junges (Podemos), com 4.543 votos; Pai Ricardo de Oxum (PSDB), com 4.414 votos; Engenheiro Nilton (PSD), com 4.335 votos; Eduardo Manique (PT), com 4.306 votos; Filipe Ilha (Novo), com 4.299 votos; Fernanda Leite (MDB), com 4.235 votos; Paulo Brack (PSOL), com 4.199 votos; Tchêquinho (PL), com 4.189 votos; Pastor Jean Galvão (Podemos), com 4.154 votos; Clau Eberhardt (PDT), com 4.091 votos; Fátima Daudt (MDB), com 4.085 votos; Julio Moura Voluntário (Rede), com 4.067 votos; Cléo do Onze (MDB), com 4.002 votos; Capitão Rodrigo Gomes (Avante), com 3.881 votos; Inspetor Robison (Republicanos), com 3.801 votos; Guido CNR (PSOL), com 3.702 votos; Felipe Força Tarefa (Podemos), com 3.657 votos; Tony Oliveira (Podemos), com 3.629 votos; Nerisson Oliveira (Republicanos), com 3.593 votos; Vicente Selistre (PSB), com 3.584 votos; Paulo Azeredo (PSD), com 3.478 votos; Tia Vivi (Republicanos), com 3.467 votos; Cleusa Silveira (PSDB), com 3.399 votos; Romário Paz (MDB), com 3.290 votos; Ju Spolidoro (PSDB), com 3.204 votos; Lídio Silva (PDT), com 3.186 votos; Jurandir Maciel (Republicanos), com 3.156 votos; Kátia Kaspary (PL), com 3.143 votos; Adriane Fonseca (PL), com 3.140 votos; Aline dos Animais (Avante), com 3.095 votos; Guilherme Todeschini (PL), com 3.044 votos; Igor Bonfanti (PL), com 2.978 votos; Marcos Maranata (PSDB), com 2.919 votos; Carla Daitx (Novo), com 2.912 votos; Lando (PDT), com 2.905 votos; Corinha Molling (Podemos), com 2.898 votos; e Adriana Leal (PSD), com 2.836 votos.

Completam o quadro de sufrágios em patamar intermediário e de base partidária: Pr. Colombo (Novo), com 2.731 votos; Professor Leonel (PT), com 2.683 votos; Fabio Nunes (Republicanos), com 2.680 votos; Arthur Schmidt (MDB), com 2.632 votos; Arlei Romeiro (PSDB), com 2.622 votos; Adenir Dallé (MDB), com 2.620 votos; Eriane Pacheco (PSB), com 2.611 votos; Manoela (PDT), com 2.567 votos; Nayane Mousquer (Novo), com 2.564 votos; Claudio Cavalo (MDB), com 2.557 votos; Campiol (Republicanos), com 2.552 votos; Maria de Lourdes (Republicanos), com 2.541 votos; Adriana Palladino (MDB), com 2.503 votos; Marcia Becker (PSDB), com 2.501 votos; Glenio Guimarães (Republicanos), com 2.496 votos; Dr. Benedetti (PSDB), com 2.487 votos; Cleber Nunes (MDB), com 2.483 votos; Lauren Mazzardo (MDB), com 2.468 votos; Fred Nunes (PSB), com 2.435 votos; Fabrícia Souza (Republicanos), com 2.399 votos; Keli Dias (PL), com 2.386 votos; Nilton Machado (Republicanos), com 2.364 votos; Carlos Brizola (PDT), com 2.363 votos; Nato Werlang (PDT), com 2.310 votos; Gladis Frizzo (PP), com 2.304 votos; Rosane Nascimento (PT), com 2.270 votos; Sandra Bonetto (Novo), com 2.240 votos; Dr. Vini Conejo (Podemos), com 2.237 votos; Professor Borba (PSB), com 2.236 votos; Dra. Tati Furlan (PL), com 2.207 votos; Marcela Meirelles (PDT), com 2.168 votos; Bombeiro Bira (Republicanos), com 2.131 votos; Deliane Ponzi (MDB), com 2.123 votos; Luiz Graciano Prado (Missão), com 2.107 votos; Carmem do Taxi (Podemos), com 2.044 votos; Diniz Cogo (MDB), com 2.004 votos; Tita Dias (Novo), com 1.994 votos; Elidiane Lobato (MDB), com 1.964 votos; Michel Padao (Missão), com 1.934 votos; Mirco Coronetti (MDB), com 1.885 votos; Tiago Dominguez (PSOL), com 1.869 votos; Diogo das Máquinas (PSB), com 1.840 votos; Allan Aguiar (Missão), com 1.807 votos; Comandante Troni (Podemos), com 1.794 votos; Luciana Tavares (PDT), com 1.773 votos; Catia Siqueira (MDB), com 1.749 votos; Katia Duarte (PT), com 1.748 votos; Celeni Viana (PSD), com 1.713 votos; Roberto Forchesatto Eice (MDB), com 1.686 votos; Alini Artioli (Novo), com 1.679 votos; Maurício Repolhinho (PSDB), com 1.667 votos; Gauchinho de Deus (PL), com 1.660 votos; Jackson Carvalho (Republicanos), com 1.647 votos; Jane Mary (PL), com 1.635 votos; Cida Brizola (PDT), com 1.629 votos; Policial Penal Janice Quinzen (PL), com 1.626 votos; Uh Fabiano (PSD), com 1.624 votos; Vando Ribeiro (PSDB), com 1.615 votos; Israel Costa (Podemos), com 1.605 votos; Daiane Ferreira (Missão), com 1.603 votos; Claudia Souza (PDT), com 1.598 votos; Dr. Antonio Moeler (MDB), com 1.597 votos; Coronel Frota (Republicanos), com 1.579 votos; Rodrigo Cebola (PSOL), com 1.569 votos; Tami Paveglio (PSOL), com 1.558 votos; Luana Meneghetti (MDB), com 1.552 votos; Eduardo Menegol (Missão), com 1.540 votos; Francisco Isaias Bancada Negra (PDT), com 1.504 votos; Luis Augusto (Podemos), com 1.463 votos; Cristina Oliveira (PSB), com 1.402 votos; Emilia Frare (Novo), com 1.385 votos; Nathy Ulguim (PP), com 1.370 votos; Antônio Carlos Côrtes (PDT), com 1.355 votos; Fernanda Juliana (Podemos), com 1.354 votos; Mara Kaspary (Republicanos), com 1.351 votos; Alvaro Araújo (PSDB), com 1.312 votos; Neide de Teutônia (PSDB), com 1.272 votos; Naligia Raquel (PSD), com 1.266 votos; Adri Parise (MDB), com 1.261 votos; Deivis Oss (PSD), com 1.249 votos; Bolacha Melo (PL), com 1.240 votos; Rovani Peres (Novo), com 1.221 votos; Eduardo Petrarca Léo (MDB), com 1.212 votos; Professora Nadir (PSD), com 1.190 votos; Altemir da Farmácia (PSDB), com 1.184 votos; Claiton Manfro (PSD), com 1.163 votos; Cauê Fiscalizador (Podemos), com 1.161 votos; Cezar Mossini (Republicanos), com 1.148 votos; Prô Isabel (Republicanos), com 1.138 votos; Soldado Ederson (PSOL), com 1.129 votos; Ivan Braz (PSB), com 1.128 votos; Luciano Rosa (Solidariedade), com 1.092 votos; Gabriel Gonçalves (MDB), com 1.058 votos; Gelson Braga (Avante), com 1.046 votos; Eduardo Wartchow (Novo), com 1.037 votos; Grazi Rancan (Missão), com 1.018 votos; Bruno Barcelos (MDB), com 1.017 votos; Reginaldo Bacci (PDT), com 999 votos; Tequila (PSB), com 994 votos; Duda Monteiro (MDB), com 979 votos; Valdeci Rocha (PL), com 974 votos; Duda Barin (PDT), com 974 votos; Canaan Farias (PSD), com 964 votos; Adavilson Tchá-Tchá (PSDB), com 961 votos; Vivi Mello (PSB), com 915 votos; Serjão Carreteiro (PL), com 909 votos; Professor Dr. Orlando Furtado (Missão), com 902 votos; Anelize Carriconde (PSB), com 883 votos; Isabel Staudt (PSDB), com 882 votos; Farias Vigilante (PSDB), com 878 votos; Maurício Lindol (Missão), com 866 votos; Sargento Wagner (Novo), com 860 votos; Mãe Darlene de Oya (PSD), com 840 votos; John Elvis Braga (PSOL), com 839 votos; Gold (PL), com 838 votos; Pedrinho (MDB), com 830 votos; Márcio Tremea (PSD), com 821 votos; Caroline Costa da Silva (PRD), com 812 votos; Zé Telmo Corretor de Imóveis (Republicanos), com 812 votos; Lauro do Val e Coletivo (PDT), com 805 votos; Aiesa Carolina (Solidariedade), com 804 votos; Rafael Perlasca (PSOL), com 788 votos; Thaty Energia (Republicanos), com 779 votos; Prof. Jaque (UP), com 771 votos; Ana Cláudia (União Brasil), com 766 votos; Paty Rex (PSOL), com 757 votos; Graciano Sais (Novo), com 720 votos; Fabielly Klimberg (PSDB), com 710 votos; Jarbas Neumann (Novo), com 703 votos; Cris Machado (PSOL), com 693 votos; Lú Bento (Podemos), com 689 votos; Milton Milan (Novo), com 678 votos; Ivoneide Duarte (PDT), com 674 votos; Patricia Becker (PV), com 658 votos; Paulinho (PSDB), com 653 votos; Lisiane Becker (PL), com 643 votos; Robson Camargo (Podemos), com 641 votos; Alex Buyu (PSD), com 635 votos; Valdeci Rodrigues (Republicanos), com 634 votos; Elias Cabreira (PT), com 627 votos; Rosane Rodrigues (PDT), com 624 votos; Professor Vinicius (PSOL), com 622 votos; Lubion Moraes (Podemos), com 616 votos; Coronel Marco Santos (Novo), com 613 votos; Sanny Figueiredo RS (PSD), com 596 votos; Profª Catia Colombo (PSD), com 592 votos; Paulo Bagé (PSD), com 591 votos; Danilo Moraes (PSD), com 589 votos; Silvia Helena (Podemos), com 589 votos; Ana Bombom (PL), com 578 votos; Renan Machado (Podemos), com 572 votos; Thaian Dutra (PP), com 571 votos; Paulo Freitas (PSDB), com 564 votos; Dr. Deiner Salomé Goulart O Pai (Republicanos), com 559 votos; Alexandre Vieira (PDT), com 550 votos; Pizzatto Federal (DC), com 537 votos; Vanda Santos (Novo), com 530 votos; Altair Alves (PSDB), com 530 votos; Jose Nunes (PDT), com 528 votos; Profe Marléa (PDT), com 510 votos; Prô Priscila (Republicanos), com 506 votos; Bruno do MLB (UP), com 491 votos; Dr. Esperon (DC), com 490 votos; São (PSD), com 488 votos; Gustavo Ramos (UP), com 476 votos; Alisson Oliveira (PSOL), com 473 votos; Jose Benemann (DC), com 466 votos; Paula (PSB), com 464 votos; Leandro Lopes (Novo), com 459 votos; Pedro Macari (PSDB), com 457 votos; Vini Anziliero (PSDB), com 455 votos; Angelica Menegas (PSDB), com 452 votos; Jose Alex Fagundes (DC), com 444 votos; Mortadela (PSDB), com 442 votos; Gauchinha dos Pampas (PL), com 438 votos; Jussara Mendes (PSD), com 429 votos; Renato Weiler Ristow (Missão), com 427 votos; Janice Leal (Solidariedade), com 418 votos; Cris Gonçalves (PSDB), com 414 votos; Mãe Katita de Oxalá (PSOL), com 412 votos; Cleo Hickmann (PDT), com 412 votos; Fogaça (DC), com 411 votos; Ícaro Madalena (PSTU), com 401 votos; Yagor Vieira (Missão), com 393 votos; Gilberto Beltrame (PSB), com 388 votos; Fisio Renata Dornelles (PSD), com 375 votos; Oxam da Costa (PSB), com 375 votos; Fernando Barbosa (PSD), com 373 votos; Neni Moraes (Solidariedade), com 357 votos; Vanessa Morais (PSD), com 346 votos; Tonhão dos Santos (PCdoB), com 345 votos; Julia Arnoud (PSB), com 334 votos; Cris Ferreira (Missão), com 329 votos; Rinaldi Conde (Missão), com 328 votos; Eduardo Carreira (Novo), com 319 votos; Arlindo Mença Baia (Solidariedade), com 313 votos; Marlise Janete (PSTU), com 307 votos; Rozelio Camargo (DC), com 305 votos; Leandro Dutra (PSOL), com 294 votos; Cristiano Zacarias (Solidariedade), com 294 votos; Alexsandro Orquiz Alves (PRD), com 293 votos; Aline Constantino Bento (PSB), com 285 votos; Baiana Marcia França (PSOL), com 279 votos; Everson Bitencourt (Avante), com 277 votos; Betina Torriani (PSOL), com 276 votos; João Yang Castar (PSDB), com 274 votos; Marcio Polonês (Avante), com 273 votos; Ademar Rodrigues Moraes (Novo), com 264 votos; Vitor Bicca (Novo), com 258 votos; Paulo Natalino (União Brasil), com 252 votos; Pai Ederson de Ogum (PSOL), com 242 votos; Mateus Gomes (Avante), com 238 votos; Marlene Tamagno (DC), com 233 votos; Lilian Bitencourt (PSB), com 233 votos; Professor Edison (PV), com 230 votos; Lilian Mottana (Missão), com 228 votos; Junyara A Voz do Povo (PRD), com 222 votos; Fabiane (PP), com 219 votos; Dra. Jocasta Taguchi (Podemos), com 218 votos; Cris Couto (Republicanos), com 211 votos; Fabiana Hilario (Novo), com 209 votos; Doutora Mel Brizola (Avante), com 206 votos; Lucas Cruz (Avante), com 189 votos; Mantas Ijuí (DC), com 173 votos; Rubem de Castro (PL), com 172 votos; Vera Klein (DC), com 163 votos; Paulo Henrique Bolacha (PRD), com 162 votos; Tanira Alves (PDT), com 160 votos; Adriana Ramos (DC), com 142 votos; Daiane Martins (Rede), com 136 votos; Henrique Webster (DC), com 135 votos; Avilaking (DC), com 130 votos; Francine Antunes (Solidariedade), com 123 votos; Vando Rocha (DC), com 122 votos; Vera Freire (Podemos), com 117 votos; Solanje Nunes (Missão), com 113 votos; Vando (PSB), com 112 votos; Roselane do Cinturão Azul (Avante), com 110 votos; Bruno Cardozo (PSB), com 100 votos; Nyl Moraes (Solidariedade), com 100 votos; Jose Rodolfo (MDB), com 102 votos; Jorge Freitas (PSOL), com 88 votos; Vivila Porta (PSD), com 88 votos; Cleusa Zaikowski (PSB), com 87 votos; Carlos Renato Severo (DC), com 85 votos; Fabricio de Castro (Avante), com 82 votos; Anne Karenine Rodrigues Martin (PRD), com 62 votos; Mônica Diniz (DC), com 60 votos; Diego dos Santos (Solidariedade), com 59 votos; Miller (DC), com 57 votos; Luciano Antunes (Solidariedade), com 52 votos; Junior Neto (Democrata), com 48 votos; Ana Patricia Sud (DC), com 44 votos; Souza Souto (Novo), com 41 votos; Cheyene Rodriguez (Solidariedade), com 40 votos; Preta (Avante), com 39 votos; Frater Francisco (DC), com 32 votos; Pai Franz (Avante), com 31 votos; Vitória Leite (DC), com 26 votos; Betto Almeida (DC), com 17 votos; e Roselaine Mello (DC), com 7 votos.

No segmento com pendência de regularização técnica e cujos sufrágios foram processados na condição de anulados sub judice pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral, constam: Divaldo Lara (Republicanos), com 21.473 votos; Robson Mallmann (Democrata), com 1.249 votos; Claudiomiro (Democrata), com 791 votos; Tenente Hampel (Democrata), com 745 votos; Fábio Casemiro (Agir), com 414 votos; Ramon Ladvig (Democrata), com 337 votos; Thiago Alves (Democrata), com 222 votos; Eliane Aquarius (Democrata), com 219 votos; Marcia Winter (Democrata), com 208 votos; Mikkei (Agir), com 203 votos; Santos (Agir), com 192 votos; Profª Maiura (Agir), com 108 votos; Collares (Agir), com 100 votos; Pastora Marisa (Agir), com 78 votos; Prof. Ronaldo (Agir), com 78 votos; Andre Minho (Democrata), com 75 votos; Carlos Alberto Estevão Caco (Agir), com 67 votos; Martinho Bixo de Pé (Agir), com 66 votos; Rita Lopes (Agir), com 62 votos; Luciana Sassi (Democrata), com 59 votos; Rogerinho da Infra (DC), com 42 votos; Daniel Boss (Democrata), com 40 votos; Pit (Agir), com 6 votos; e Giordano (Democrata), com 4 votos.

O DESEMPENHO DOS CANDIDATOS CANOENSES ELEITOS DE FORMA TITULAR

A conquista de mandatos representativos titulares na Câmara dos Deputados por lideranças vinculadas à cidade de Canoas constitui a principal vitória política do município nas Eleições Gerais de 2026. Em contraste com leituras reducionistas que apontavam uma bancada restrita a apenas duas ou três vagas, o resultado consolidado das urnas consagrou quatro grandes forças políticas canoenses diretamente eleitas para a legislatura federal: Carlos Gomes, Bibo Nunes, Luiz Carlos Busato e Franciane Bayer.

Carlos Gomes, disputando pelo Republicanos, atingiu a expressiva marca de 82.245 votos na apuração oficial. Essa soma o posicionou como o candidato canoense mais votado para a Câmara dos Deputados em 2026. No desenho interno do Republicanos, Carlos Gomes assegurou a segunda colocação geral da legenda no Rio Grande do Sul, ficando atrás unicamente de Gustavo Victorino (94.428 votos) e superando os demais parlamentares eleitos de sua agremiação, como Ronaldo Nogueira (52.034 votos), Franciane Bayer (49.845 votos) e Simone Dutra (34.137 votos). Seu capital eleitoral ultrapassou com ampla margem a cláusula de barreira individual de dez por cento do Quociente Eleitoral, cumprindo papel de autêntico puxador de votos que consolidou o Quociente Partidário republicano no Estado.

Bibo Nunes, concorrendo pelo Partido Liberal (PL), alcançou 74.207 votos na contagem oficial, elegendo-se como deputado federal titular com destacada base e forte vinculação canoense. No âmbito da expressiva bancada eleita pelo PL gaúcho, Bibo Nunes assegurou sua cadeira ao lado de nomes como Maurício Marcon (379.834 votos), Giovani Cherini (234.171 votos), Alceu Moreira (217.208 votos), Osmar Terra (116.647 votos), Marcelo Moraes (103.292 votos), Jessé Sangalli (94.625 votos) e Diogo Siqueira (93.067 votos), superando o companheiro de chapa Perondi (73.974 votos). A votação robusta de Bibo Nunes superou com ampla folga a exigência de barreira individual e conferiu a Canoas um assento estratégico na bancada liberal.

Luiz Carlos Busato, ex-prefeito de Canoas que concorreu pelo União Brasil, obteve 60.127 votos. A sua votação ratificou sua forte inserção e liderança regional na Região Metropolitana de Porto Alegre. No âmbito interno do União Brasil gaúcho, Busato conquistou a condição de primeiro colocado absoluto da chapa, elegendo-se como o único deputado federal titular de sua agremiação. Enquanto seus companheiros de legenda alcançaram votações modestas, como Ana Cláudia (766 votos) e Paulo Natalino (252 votos), Busato concentrou a esmagadora maioria dos sufrágios da sigla, sendo o responsável direto por garantir a presença do União Brasil na bancada gaúcha em Brasília.

Franciane Bayer, também do Republicanos, totalizou 49.845 votos na contagem definitiva. A conquista garantiu a quarta cadeira de titularidade canoense no Parlamento federal. Na hierarquia de sua legenda, Franciane posicionou-se na quarta colocação entre os eleitos do partido, superando com folga superior a quinze mil votos a quinta titular da sigla, Simone Dutra (34.137 votos), e deixando para trás suplentes tradicionais do partido, como Faisal Karam (11.558 votos) e Éder Azeredo Canhão do Vale (9.481 votos). A eleição conjunta de Carlos Gomes, Bibo Nunes, Luiz Carlos Busato e Franciane Bayer confere a Canoas uma bancada titular sólida, com quatro deputados federais capazes de articular recursos e emendas orçamentárias fundamentais para o desenvolvimento metropolitano.

A ENGENHARIA DO SISTEMA PROPORCIONAL: FEDERAÇÕES E SOBRAS ELEITORAIS

A compreensão integral dos resultados eleitorais exige o domínio das regras normativas que regem o sistema proporcional brasileiro. A Emenda Constitucional 97/2017 extirpou as coligações nas eleições proporcionais, impedindo que agremiações reunidas em consórcios temporários transferissem votos entre si e desfigurassem a vontade do eleitor.

Em substituição institucional, adveio a Lei 14.208/2021, que introduziu o artigo 11-A na Lei 9.096/1995, instituindo as federações partidárias. Diferentemente das extintas coligações efêmeras, a federação atua como se fosse uma agremiação única no registro de candidaturas, na contagem de votos, na arrecadação de recursos e na convocação de suplentes, exigindo permanência mínima e fidelidade de atuação nacional por pelo menos quatro anos.

O cálculo da destinação das cadeiras parlamentares desdobra-se em fases sucessivas, disciplinadas pelos artigos 106 a 109 do Código Eleitoral. Primeiramente, calcula-se o Quociente Eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos da circunscrição estadual pelo número de vagas em disputa, correspondente a 55 cadeiras na Assembleia Legislativa e a 31 vagas na Câmara dos Deputados para a bancada gaúcha.

Em seguida, apura-se o Quociente Partidário de cada agremiação ou federação, dividindo-se o número de votos válidos obtidos pelo partido ou pela federação pelo Quociente Eleitoral, desprezando-se a fração. Esse resultado define o número inicial de cadeiras obtidas na primeira fase de partilha.

Todavia, a conquista da cadeira pelo candidato não é automática. Desde a vigência da Lei 13.165/2015, reiterada pela Lei 14.211/2021 no artigo 108 do Código Eleitoral, vigora a cláusula de barreira individual, exigindo que o postulante obtenha votação nominal igual ou superior a dez por cento do Quociente Eleitoral para tomar posse da vaga conquistada pela agremiação.

Na fase seguinte, procede-se à distribuição das vagas remanescentes, denominadas sobras eleitorais, pelo critério das maiores médias (artigo 109 do Código Eleitoral). Por sua vez, a proclamação da suplência parlamentar obedece à ordem decrescente de votação nominal recebida dentro da respectiva legenda ou federação, estando os suplentes desobrigados de atingir o patamar individual de dez por cento do Quociente Eleitoral, conforme prevê o artigo 112, parágrafo único, do Código Eleitoral.

O FENÔMENO DOS VOTOS PARA FORASTEIROS E A TRAJETÓRIA DA REPRESENTAÇÃO CANOENSE

Com o quarto maior colégio eleitoral do Rio Grande do Sul, Canoas ostenta um peso político inegável no mapa demográfico do Estado. Não obstante essa densidade de votantes, a história eleitoral do Município é marcada por um traço constante: a intensa evasão de votos para candidaturas sediadas fora de seus limites territoriais, fenômeno amplamente denominado como a atração de votos por forasteiros.

Em sucessivas eleições, a expressiva fragmentação das forças políticas locais e o aporte de expressivos recursos de campanha e cabos eleitorais de deputados sediados em outras regiões do Estado drenam dezenas de milhares de sufrágios do eleitorado canoense. Essa dispersão histórica de votos sempre impôs obstáculos para que a cidade convertesse seu capital demográfico em bancadas coesas e volumosas no Parlamento gaúcho e no Congresso Nacional.

Ao longo das últimas décadas, poucas foram as lideranças genuinamente radicadas ou com trajetória vinculada a Canoas que conseguiram superar essa barreira estrutural e alcançar a titularidade nas casas legislativas. Entre os nomes que marcaram época na representação do Município, destacam-se figuras históricas como Marcos Ronchetti, Luiz Carlos Busato, além de parlamentares e lideranças como Nedy de Vargas Marques e Beth Colombo, além de suplentes que alcançaram convocação transitória durante os períodos de licença e arranjos partidários de secretariado.

A escassez de mandatos próprios frequentemente coloca o município em desvantagem na atração direta de recursos de infraestrutura e investimentos estruturantes, perpetuando uma dependência crônica em relação a apoios esparsos de deputados que mantêm seus compromissos políticos principais em outras bases regionais.

 

ELEIÇÕES EM CANOAS | Zucco Conquista o Governo Gaúcho e União Brasil mostra força com votações expressivas de Busato e Eric Douglas

O DILEMA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA: A AUSÊNCIA DE TITULARES CANOENSES E O CENÁRIO DOS SUPLENTES

Diferentemente do sucesso obtido para a Câmara dos Deputados, a disputa para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul nas Eleições 2026 desenhou um cenário frustrante para a representação política local: Canoas não elegeu nenhum deputado estadual de forma titular. A explicação para esse desfecho decorre da intensa dispersão dos votos municipais entre dezenas de concorrentes locais, somada ao avanço expressivo de candidaturas de outras regiões sobre as urnas canoenses e ao alto patamar de votos exigido para figurar no topo das bancadas estaduais das principais legendas e federações.

Para compreender a distância matemática entre a postulação dos concorrentes canoenses e a efetiva conquista da cadeira, a análise da apuração estadual da Assembleia Legislativa (iniciada quando a contagem se encontrava em 99,77%) revela quantos votos faltaram para que os candidatos locais alcançassem a linha de corte da última vaga titular dentro de suas respectivas agremiações ou federações, confrontando-os estritamente com os postulantes que disputaram o mesmo cargo parlamentar estadual.

No Partido Novo, na disputa para a Assembleia Legislativa, a linha de corte da bancada estadual eleita situou-se no patamar estabelecido pelos titulares estaduais da agremiação, que contou com Felipe Camozzato (84.968 votos federais). Para Estadual foi eleito Ramiro Rosário, com mais de 50 mil votos. O candidato canoense ao cargo de deputado estadual pela legenda, Rodrigo D’Ávila, obteve votação de base restrita, ficando a uma distância superior a 65 mil votos de alcançar a linha de corte titular do partido na Assembleia gaúcha, o que o posicionou nas faixas periféricas de suplência estadual.

No Partido Liberal (PL), a competição pelas vagas de deputado estadual exigiu votações na casa de dezenas de milhares de sufrágios para figurar entre os eleitos à Assembleia Legislativa gaúcha. Para que a candidata canoense ao cargo estadual Camila Nunes atingisse a titularidade no Parlamento gaúcho pelo PL, faltaram mais de 70 mil votos nominais em relação à faixa de corte dos titulares eleitos da bancada estadual liberal. Em patamar semelhante, Larissa Rodrigues e Nilce Bregalda Schneider, igualmente postulantes a deputada estadual pelo PL, distanciaram-se em mais de 73 mil votos da última vaga conquistada pela bancada estadual da sigla, ficando afastadas também dos primeiros postos da suplência estadual partidária.

No Republicanos, na corrida pelas cadeiras da Assembleia Legislativa, as primeiras colocações e a titularidade da bancada estadual foram definidas em patamares elevados pelas urnas gaúchas. Entre os concorrentes canoenses que disputaram exclusivamente o mandato de deputado estadual pela legenda, a exemplo de Cassio Silveira, Pr. Moisés, Pr. Oseas e Graziela Mauer, o desempenho das urnas situou-se na esteira de suplência estadual, tendo faltado a cada um deles mais de 45 mil votos para que pudessem alcançar a linha de corte da última vaga titular conquistada pelo Republicanos na Assembleia gaúcha.

No Movimento Democrático Brasileiro (MDB), a nominata de candidatos a deputado estadual apresentou uma das disputas mais acirradas do Estado para o Parlamento gaúcho. O candidato canoense à Assembleia Legislativa Márcio Freitas obteve posição na suplência intermediária estadual da bancada emedebista. Para alcançar a última vaga titular conquistada pelo MDB para a Assembleia Legislativa, estabelecida no patamar de corte de Patrícia Alba (19.422 votos na disputa estadual), faltaram a Márcio Freitas mais de 17 mil votos nominais entre os concorrentes ao mesmo cargo.

Pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) na eleição para a Assembleia Legislativa, a candidata canoense Maria Eunice disputou a vaga estadual em uma nominata de alta densidade eleitoral. A bancada estadual eleita da federação teve sua linha de corte definida por parlamentares estaduais eleitos na faixa titular. Para que Maria Eunice pudesse alcançar a última vaga titular da federação para a Assembleia gaúcha, faltaram mais de 75 mil votos nominais em comparação aos titulares eleitos para o Parlamento estadual, passando a figurar no quadro de suplência estadual federativa.

No Partido Social Democrático (PSD), a candidata canoense Neuza Ruffato concorreu ao cargo de deputada estadual em uma nominata puxada por expressivas votações estaduais em âmbito gaúcho. A linha de corte para a conquista de cadeira titular na bancada do PSD na Assembleia Legislativa exigiu dezenas de milhares de votos, o que representou uma distância superior a 66 mil votos nominais para que Neuza Ruffato pudesse atingir a titularidade estadual, fixando sua posição na suplência partidária estadual.

No âmbito do União Brasil, o candidato canoense Éric Douglas disputou o cargo de deputado estadual e consolidou-se como um dos grandes destaques na votação individual de seu campo político, conquistando expressiva densidade nas urnas e superando com folga o teto de votos obtido por outros postulantes locais. Todavia, apesar desse notável desempenho pessoal, Éric não conseguiu alcançar a vaga de deputado titular devido à mecânica do sistema proporcional e aos reflexos da formação da federação partidária do União Brasil.

Nas eleições proporcionais, a força individual do candidato só se transforma em mandato parlamentar se a agremiação ou a federação à qual pertence reunir uma soma total de votos suficiente para atingir o Quociente Partidário ou alcançar as maiores médias nas sobras eleitorais. Com o desenho federativo, a concorrência e a distribuição de vagas passaram a envolver uma lista integrada com parceiros de aliança que atuam como uma agremiação única. Dessa forma, a soma global de votos de toda a nominata da federação não atingiu a quantidade necessária de sufrágios para abrir cadeiras parlamentares adicionais na Assembleia gaúcha e, internamente, o arranjo federativo elevou o ponto de corte para a titularidade. Assim, mesmo com uma votação individual destacada, o capital eleitoral de Éric Douglas não pôde ser convertido em mandato direto em razão da insuficiência da votação global da chapa e do peso dos demais concorrentes da federação, o que acabou por posicioná-lo no quadro de suplência estadual.

Pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), a candidata canoense Raquel Alves (de Iansã) postulou o mandato de deputada estadual. No quadro de concorrentes da legenda à Assembleia gaúcha, a principal referência eleitoral do partido no pleito estadual foi Beto Albuquerque, que alcançou 21.489 votos para o cargo estadual, seguido por nomes como Rafa Castro (5.071 votos estaduais) e Juquinha (4.612 votos estaduais). Para atingir a pontuação titular ou o topo da chapa estadual do PSB na Assembleia Legislativa, faltaram a Raquel Alves mais de 19 mil votos em confronto direto com os concorrentes ao mandato estadual, posicionando-a entre as suplentes estaduais da legenda.

Na Federação PSOL/Rede, na eleição para a Assembleia Legislativa, a candidata canoense Iverá concorreu ao mandato estadual em chapa que contou com Roberto Robaina obtendo 31.740 votos estaduais na contagem da Assembleia, além de suplentes estaduais como Jurandir Silva (12.269 votos) e Atena (5.877 votos). Para figurar na faixa de corte titular da federação para o Parlamento estadual, Iverá precisaria ter alcançado o patamar demonstrado pelos líderes da chapa estadual, tendo faltado mais de 30 mil votos para atingir a meta no cargo de deputada estadual.

Pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) na disputa pelas vagas da Assembleia Legislativa, o candidato canoense Alexandre Gonçalves buscou assento parlamentar estadual em nominata cujas primeiras colocações estaduais foram marcadas por expressivas somas de votos. A distância matemática de Alexandre Gonçalves para a linha de corte dos eleitos da bancada estadual pedetista superou os 80 mil votos, integrando a bancada de suplentes estaduais trabalhistas.

Por fim, no Cidadania, agremiação que disputou federada com o PSDB, o candidato canoense Thiago Costa concorreu ao cargo de deputado estadual. Na disputa para a Assembleia Legislativa, a linha de corte da federação partidária estadual exigiu expressiva votação para o alcance de cadeira titular. Sem atingir o patamar exigido no confronto com os demais candidatos a deputado estadual, faltaram a Thiago Costa dezenas de milhares de votos para alcançar a zona de titularidade na Assembleia gaúcha.

Esse panorama numérico, fundamentado na comparação entre candidatos que disputaram o mesmo cargo de deputado estadual, comprova que a ausência de titulares eleitos por Canoas para a Assembleia Legislativa decorreu da expressiva distância que separou as lideranças locais das votações alcançadas pelos eleitos e pelos principais concorrentes ao Parlamento gaúcho.

RADIOGRAFIA COMPLETA DOS CANDIDATOS CANOENSES POR ORDEM DE VOTAÇÃO: ELEITOS, SUPLENTES E NÃO CLASSIFICADOS

Para conferir clareza didática ao eleitor, a totalidade dos candidatos a Deputado Federal e a Deputado Estadual vinculados a Canoas foi categorizada rigorosamente em ordem decrescente de votos gerais, segmentando a análise entre os que conquistaram mandato titular, os que garantiram posição no quadro de suplência e aqueles que não alcançaram classificação de suplência.

No primeiro estrato, relativo aos candidatos canoenses eleitos de forma titular para a Câmara dos Deputados, figuram os quatro grandes vencedores do pleito:

Carlos Gomes (Republicanos), com 82.245 votos, eleito Deputado Federal titular. Posicionou-se como o segundo candidato mais votado de todo o Republicanos no Rio Grande do Sul e a primeira maior votação nominal entre os concorrentes canoenses de 2026.

Bibo Nunes (PL), com 74.207 votos, eleito Deputado Federal titular. Consagrou-se entre as maiores forças do PL gaúcho e a segunda maior votação nominal de Canoas para a Câmara dos Deputados.

Luiz Carlos Busato (União Brasil), com 60.127 votos, eleito Deputado Federal titular. Consagrou-se como o primeiro colocado absoluto do União Brasil no Estado e a terceira maior votação nominal de Canoas para o Congresso Nacional.

Franciane Bayer (Republicanos), com 49.845 votos, eleita Deputada Federal titular. Alcançou a quarta colocação geral entre os eleitos do Republicanos gaúcho e a quarta maior votação nominal entre os concorrentes canoenses.

No segundo estrato, correspondente aos candidatos canoenses que asseguraram posição nas listas oficiais de suplência partidária e federativa, a classificação decrescente apresenta:

Cris Moraes (PV), com 14.989 votos para Deputado Federal. Concorrendo no âmbito da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), Cris Moraes obteve votação expressiva que lhe garantiu posição de destaque no rol de suplentes da federação, ocupando a 16ª posição na lista geral da chapa de esquerda gaúcha e figurando como o suplente canoense mais bem votado para a Câmara dos Deputados.

Jurandir Maciel (Republicanos), com 3.156 votos para Deputado Federal. Posicionou-se como suplente da legenda republicana, ocupando a 14ª colocação entre os concorrentes da chapa do Republicanos no Estado, figurando no pelotão intermediário do partido.

Odirlei Campiol (Republicanos), com 2.552 votos para Deputado Federal. Alcançou a condição de suplente na chapa do Republicanos, fixando-se como o 17º colocado na ordem geral de votação da legenda no Rio Grande do Sul.

Gabriel Gonçalves (MDB), com 2.483 votos para Deputado Federal. Conquistou posição no quadro de suplência do Movimento Democrático Brasileiro, ocupando a 17ª colocação entre os candidatos a deputado federal de sua legenda no Estado.

Vinícius Conejo (Podemos), com 2.237 votos para Deputado Federal. Assegurou vaga na suplência do Podemos, posicionando-se como o 16º concorrente mais votado da chapa do partido em âmbito gaúcho.

Alini Artioli (Novo), com 1.679 votos para Deputada Federal. Figurou como suplente na lista do Partido Novo, alcançando a 14ª posição entre os postulantes federais da legenda em território estadual.

Rodrigo Cebola (PSOL), com 1.569 votos para Deputado Federal. Integrando a Federação PSOL/Rede, Cebola garantiu assento na suplência federativa, posicionando-se como o nono colocado entre os candidatos da federação na disputa pela Câmara dos Deputados.

Naligia Raquel (PSD), com 1.266 votos para Deputada Federal. Obteve a condição de suplente pelo Partido Social Democrático, situando-se na 15ª colocação interna da chapa do PSD no Rio Grande do Sul.

Cezar Mossini (Republicanos), com 1.148 votos para Deputado Federal. Tradicional liderança de Canoas, Mossini classificou-se como suplente do Republicanos, ocupando a 21ª colocação entre os concorrentes de sua legenda.

Ana Cláudia (União Brasil), com 766 votos para Deputada Federal. Conquistou vaga na suplência do União Brasil, figurando como a segunda candidata mais votada da legenda no Estado, posicionada logo atrás do titular eleito Luiz Carlos Busato.

Silvia Helena (Podemos), com 589 votos para Deputada Federal. Alcançou a suplência na lista do Podemos, posicionando-se como a 23ª colocada no ranking interno de sua agremiação partidária.

Cris Ferreira (Missão), com 329 votos para Deputado Federal. Conquistou posição de suplente no partido Missão, situando-se como o décimo colocado na listagem de votação geral da legenda no pleito federal.

No segmento de candidatos canoenses à Assembleia Legislativa que alcançaram a condição de suplentes estaduais, destacam-se:

Márcio Freitas (MDB), que obteve posição na suplência intermediária do Movimento Democrático Brasileiro, situando-se na faixa correspondente à segunda dezena de suplentes da bancada emedebista.

Maria Eunice (PT), que assegurou assento na lista de suplentes da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), integrando o quadro de reservas imediatas da representação partidária de esquerda no Parlamento estadual.

Alexandre Gonçalves (PDT), que conquistou a suplência partidária no Partido Democrático Trabalhista, inserindo-se na composição da bancada de apoio parlamentar trabalhista gaúcha.

Éric Douglas (União Brasil), que, após ter se destacado na votação individual e enfrentado o funil da federação partidária, garantiu posição na lista de suplência do União Brasil para o Parlamento estadual na disputa da Assembleia Legislativa.

Neuza Ruffato (PSD), que se posicionou na relação de suplência do Partido Social Democrático estadual, figurando entre as lideranças femininas de apoio partidário regional.

No terceiro estrato, referente aos candidatos canoenses que cumpriram papel eleitoral de participação e composição de chapa, mas não obtiveram classificação para a titularidade nem para as faixas ativas de suplência proporcional imediata, enquadram-se:

Camila Nunes, Larissa Rodrigues e Nilce Bregalda Schneider, pelo Partido Liberal (PL), cujas votações para a Assembleia Legislativa não atingiram os coeficientes mínimos exigidos pela lista de corte do partido, que concentrou mandatos em grandes bancadas regionais.

Cassio Silveira, Pr. Moisés, Pr. Oseas e Graziela Mauer, pelo Republicanos, que integraram a base de apoio estadual da sigla sem alcançar pontuação para a grade preferencial de suplência da agremiação.

Raquel Alves (de Iansã), pelo PSB, cuja votação para deputada estadual situou-se na base da chapa partidária, cumprindo papel de representatividade comunitária e de matriz africana.

Iverá, pela Federação PSOL/Rede, que encerrou sua participação para o Parlamento estadual na base de apoio ideológico e militante da agremiação.

Rodrigo D’Ávila, pelo Partido Novo, que registrou participação de base sem atingir pontuação para as faixas ativas da sigla no âmbito estadual.

Thiago Costa, pelo Cidadania, concorrendo na federação com o PSDB, cuja votação manteve-se no contingente inicial de composição de nominata partidária.

A IMPORTÂNCIA POLÍTICA DOS CANDIDATOS PARA SUAS SIGLAS E O IMPACTO DOS VOTOS ANULADOS SUB JUDICE

A análise das Eleições Gerais de 2026 demonstra que a conquista de mandatos parlamentares decorre do equilíbrio entre o recall individual do candidato e a musculatura da agremiação partidária ou federação. Sob essa ótica, cada um dos candidatos canoenses, independentemente de ter alcançado a titularidade, desempenhou função estratégica de atração de sufrágios, somando votos indispensáveis para a composição do Quociente Partidário de suas respectivas legendas.

Candidatos como Cris Moraes no PV, Jurandir Maciel, Odirlei Campiol e Cezar Mossini no Republicanos, Gabriel Gonçalves no MDB, Vinícius Conejo no Podemos e Alini Artioli no Novo forneceram a massa crítica de votos de legenda que viabilizou a conquista de cadeiras adicionais por suas siglas pelo critério das sobras eleitorais. No caso específico de Ana Cláudia no União Brasil, seus votos somaram-se diretamente à votação de Luiz Carlos Busato, garantindo a sustentação matemática do mandato titular obtido pelo partido no Rio Grande do Sul.

Paralelamente, a existência de registros de candidaturas com pendência de regularização técnica perante a Justiça Eleitoral, cujos votos foram divulgados na condição de anulados sub judice pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral, desperta atenção no cenário pós-eleitoral. Na disputa para a Câmara dos Deputados, o principal destaque reside na situação de Divaldo Lara (Republicanos), que somou 21.473 votos, além de concorrentes com menor votação em siglas como Democrata e Agir.

À luz das regras eleitorais em vigor, os votos atribuídos a candidatos nessa situação permanecem suspensos do cálculo oficial até que sobrevenha a homologação definitiva de suas condições de elegibilidade pelas instâncias competentes. Caso os 21.473 votos de Divaldo Lara venham a ser confirmados e validados no sistema do Republicanos, essa soma não terá o condão de alterar a titularidade da bancada republicana canoense já eleita. Isso ocorre porque Carlos Gomes (82.245 votos), Ronaldo Nogueira (52.034 votos) e Franciane Bayer (49.845 votos) conquistaram votações substancialmente maiores, de modo que Divaldo Lara assumiria a posição de primeiro suplente da legenda.

No cenário entre as diferentes legendas partidárias, a eventual incorporação de votos sub judice no quociente global pode promover alterações marginais nas médias matemáticas das sobras eleitorais, exigindo eventual retotalização técnica pelo Tribunal Regional Eleitoral. Contudo, para a cidade de Canoas, o desenho de poder consolidado nas Eleições Gerais de 2026 permanece nítido: a eleição simultânea de quatro deputados federais titulares (Carlos Gomes, Bibo Nunes, Luiz Carlos Busato e Franciane Bayer) restabelece o protagonismo do município em nível federal, enquanto a ausência de deputados estaduais titulares impõe às lideranças locais o desafio urgente de superar a pulverização de votos e reconstruir a representação canoense na Assembleia Legislativa nas próximas eleições.

Para finalizar, vale destacar que quase uma quarta parte de todos os eleitores do Brasil, ou seja, mais de trinta e nove milhões de pessoas aptas a votar, não votaram em nenhum candidato. Em que pese o número ser alto, foi o menor número de ausência de votos nas últimas quatro eleições no primeiro turno, o que mostra que a participação popular na eleição está crescendo e que a maioria do povo ainda mantém acesa a chama da democracia.

 

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