Prefeitura anuncia que não renovará proposta rejeitada pelo magistério e alerta para extensão do ano letivo

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Em comunicado oficial, a administração municipal estabeleceu o retorno nesta terça-feira (12) como prazo para manutenção do abono de ponto e detalhou os itens da proposta final que não foi aceita pela categoria em assembleia.

O cenário na educação municipal de Canoas atingiu um ponto crítico nesta semana. Em nota divulgada recentemente, a Prefeitura Municipal informou que a proposta “definitiva e final” apresentada aos profissionais da educação não será renovada, após ter sido rejeitada pela categoria em assembleia. A gestão também lançou um ultimato: os servidores que retornarem às atividades nesta terça-feira (12) terão o abono do ponto mantido.

A Proposta Rejeitada

A administração detalhou os pontos centrais da oferta que estava na mesa de negociações, ressaltando que os valores foram calculados dentro da capacidade financeira do Município. Entre os principais itens estavam:

  • Aumento Real: Concessão de, no mínimo, 2% de aumento real à categoria até o final do exercício de 2028.
  • Vale-Alimentação: Reajuste entre 10% e 15% no valor do benefício para o ano de 2027.
  • Valorização via FUNDEB: Criação de um mecanismo de valorização para professores em sala de aula até o final de 2028, condicionado a melhorias nos índices educacionais, como o IDEB.

Consequências no Calendário Escolar

Um dos pontos de maior preocupação para as famílias canoenses é o impacto no cronograma escolar. Segundo a Prefeitura, caso a paralisação seja mantida, o ano letivo de 2026 deverá se estender, pelo menos, até janeiro de 2027. A administração afirma que segue “comprometida com o direito dos estudantes às aulas”, mas sinaliza que o esgotamento da via de renovação da proposta atual coloca o desfecho da greve em um terreno de incertezas.

Balanço da Gestão

Para contextualizar o diálogo, a atual gestão listou ações já realizadas em prol da categoria e da estrutura educacional, tentando reforçar seu compromisso com a área:

  • Realização de concurso público;
  • Contratação de 500 novos monitores;
  • Retomada das eleições para diretores;
  • Implantação e ampliação do vale-alimentação para todo o estado.

Enquanto a prefeitura afirma seguir aberta ao diálogo, o tom do comunicado é de encerramento de concessões financeiras adicionais, focando agora na retomada imediata do calendário para evitar maiores prejuízos aos alunos.

SINPROCAN apresenta proposta para desfecho da greve e reafirma disposição para o diálogo

Em assembleia realizada na última segunda-feira (11), os profissionais da educação municipal de Canoas decidiram pela continuidade da greve. No entanto, o movimento deu um passo decisivo para a resolução do conflito: o Comando de Greve e a Diretoria do SINPROCAN protocolaram, nesta terça-feira (12), uma contraproposta oficial ao prefeito Airton José de Souza, detalhando os ajustes necessários para o encerramento da paralisação.

O documento (Ofício 76/2026) sintetiza o desejo da categoria por uma “negociação de verdade”. Os trabalhadores reafirmam que o movimento é construído de forma democrática e que não aceitarão imposições ou tentativas de encerrar a greve sem um diálogo real que valorize a educação pública.

As condições para o fim da greve

Para que o Comando de Greve e a Diretoria façam a defesa do retorno às salas de aula, a categoria estabeleceu dois pontos centrais de ajuste na proposta enviada pelo Executivo (Ofício 281):

  1. Antecipação do Item 8.1: A categoria solicita que a aplicação deste item seja antecipada para o ano de 2027.
  2. Supressão do Subitem 8.2: Os profissionais rejeitaram este ponto por considerá-lo uma “inovação” inadequada em relação às propostas anteriores apresentadas pela prefeitura.

“A categoria segue aberta ao diálogo e comprometida com o avanço das negociações. Queremos uma solução responsável e democrática”, afirma a presidente do SINPROCAN, Simone Riet Goulart. Segundo o sindicato, a manutenção dos demais itens da negociação já conta com o aval dos trabalhadores, restando apenas o ajuste nesses dois pontos cruciais para o desfecho do movimento.

Mobilização mantida

Até que o governo municipal responda formalmente aos dois pontos apresentados, a mobilização continua firme. O SINPROCAN destaca que a luta é legítima e coletiva, fundamentada no respeito às decisões aprovadas em assembleia e na busca por valorização real dos profissionais que sustentam o ensino em Canoas.

O sindicato agora aguarda um posicionamento célere da prefeitura para que o impasse seja resolvido de forma justa para educadores e alunos.

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