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A dor da separação forçada pelas águas de maio de 2024 finalmente deu lugar às lágrimas de alívio e felicidade em Canoas.
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A dor da separação forçada pelas águas de maio de 2024 finalmente deu lugar às lágrimas de alívio e felicidade em Canoas.

Enquanto as autoridades se perdem em prazos de perícias e manifestações judiciais, o povo da região metropolitana olha para o céu toda vez que o vento sopra mais forte. O café está servido. Quem vai querer adoçar?

Ações integradas da Prefeitura transformam paisagens urbanas com demolições em áreas de risco e aceleram o comércio municipal com a campanha “Nova Santa Rita Premiada”, que já movimenta mais de R$ 2,6 milhões.

Ao todo, foram mapeados os reflexos da tragédia na qualidade de vida, saúde mental, moradia e economia de 133 municípios gaúchos.

Esta é uma crônica sobre Canoas e suas mães. Aquelas que viram a cidade nascer, as que a sustentam no presente e as que guiarão seus passos no amanhã.

Passados dois anos da histórica catástrofe climática que assolou o Rio Grande do Sul em 2024, as marcas físicas da lama podem ter sido parcialmente limpas, mas uma nova inundação — desta vez de incerteza e angústia — invade as casas dos sobreviventes.

Enquanto algumas frentes de obras municipais avançam em pontos como os diques Mathias Velho, Niterói e Mato Grande, uma lacuna gravíssima e silenciosa ameaça o futuro da nossa cidade: a construção do novo Dique do Bairro São Luís.

Duas voltas completas da Terra ao redor do Sol se passaram desde que o Rio Grande do Sul submergiu sob a lama e o descaso. Duas primaveras e dois invernos desde que aquele teto de amianto em Canoas virou a menor e mais vigiada ilha do planeta.

Os investimentos em infraestrutura e preparação devem ser prioridade, eliminando a necessidade de improvisação em abrigos e melhorando a distribuição de donativos e auxílios para os afetados.

O que o Rio Grande do Sul não pode mais tolerar é que o preciosismo burocrático e a judicialização extrema resultem em paralisia sistêmica.

